Entrevista com Simone Saueressig, Vampiros, @AVEC_EDITORA

por há 3 anos e 192 leituras

Confira entrevista concedida pela autora Simone Saueressig que escreveu o conto O Orquidófilo da Coleção Sobrenatural Vampiros (AQUI).image003

Pergunta: Uma temática tão ampla como Vampiros é difícil de escrever? Quer dizer, você teve dificuldades para elaborar o seu conto por causa da temática?

R.: Acho que o maior desafio, neste caso, foi conseguir criar uma coisa nova. A gente já viu vampiro de tudo que foi jeito: tradicional, jovem rebelde, que anda de dia, que não suga gente. Então se a nossa proposta pessoal for buscar algo novo, fica mais difícil.

Pergunta: Falando em vampiros, qual é o seu vampiro(a), personagem da literatura, preferido?

R.: Sempre o Conde Drácula. Mas tem outros. Li um conto de vampiro na coletânea “Ruas Estranhas”, organizado pelo George Martin. Não lembro o título, mas lembro que gostei muito do personagem, bem noir.

Pergunta: Com a mudança dos tempos não há mais uma formula monstro/herói, você acha que isso foi uma melhoria?

R.: Sim, claro! Dá maior liberdade ao escritor e também ao personagem. É legal poder “estudar” o outro lado do vampiro, a possibilidade dele ainda ter algo de diferente para dar ao mundo. Enriquece muito. Mas para mim, como disse em outra entrevista, o monstro tem um papel fundamental no cotidiano. Se você tira esse papel dele, o vampiro perde o sentido. E o leitor também fica perdido no seu papel. Afinal de contas, se o vampiro não é o monstro que dizem ser, quem é o monstro? O escritor? O próprio leitor?

Pergunta: Escolha um dos personagens de seu conto e fale sobre ele.

R.: Procurei dar ao conto um arcabouço clássico. Como “Drácula”, “O Orquidófilo” também é narrado em forma de diário. Gosto bastante do personagem central, esse cara totalmente dominado pela lembrança de sua mulher. Me inspirei em Reatclif, o “criado” de Drácula no romance do Bram Stocker. Espero que tenha acertado a mão.

Pergunta: Falando um pouco de você, qual é o seu tipo de literatura? O que você lê por prazer?

R.: Praticamente qualquer coisa, mas se tiver algo de aventura, melhor. E se tiver um pouco de romance, melhor ainda! É um pouco difícil de definir. Acho que para mim, o que me prende mesmo, além de uma prosa fluída e bem acabada, são os personagens. Se um deles me conquistar, dificilmente vou deixar o livro de lado. Assim, apesar de um preferir literatura de Fantasia, leio de tudo um pouco. O romance que terminei hoje foi “Assassinato na Torre Eiffel”, uma história policial muito boa, com personagens interessantíssimos e uma reconstituição de época que é quase palpável. Adorei!

Pergunta: Esses livros e autores que você gosta influenciam na hora que você escreve?

R.: Espero que sim! E espero que influenciem para melhor! Eu nunca me furtei à leitura de um texto para não me influenciar. Ao contrário. Acho que a gente só aprende com os outros. Ficar sozinha, tentando me fechar às influências é algo que nunca me ocorreu. As trocas são as coisas mais salutares que existem, sobretudo em meios artísticos, como a Literatura.

Pergunta: Você tem algum vicio de escrita? Algo que não possa faltar na hora de escrever, ou algum clichê que goste de usar?

R.: Depende. Alguns dos meus originais tem uma “trilha sonora”, que eu ouço sem parar enquanto escrevo. Sobretudo se tenho muito material para escrever e pouco prazo. Mas procuro fugir dos clichês. Aliás, estou com uma história pela metade, justamente porque a personagem feminina está me parecendo muito parecida com outras que tenho. Ela já não me surpreende e aí vou perdendo o interesse.

Pergunta: Como foi a experiência de participar da Coleção Sobrenatural: Vampiros?

R.: Foi bem legal. Apesar de gostar de escrever histórias de terror, suspense e afins, nunca tinha levado a cabo uma narrativa de vampiros. Normalmente elas ficam pela metade, ou eu escrevo somente um trecho. Com esse convite, fiz o possível para criar uma narrativa bem como eu gostaria de ler, que não entregasse o jogo logo no começo. Esse é o legal do formato do conto. Como diz o Cesar Silva, de São Paulo, “o conto tem que ser como um raio que cai na cabeça do leitor”. Eu também acho.

Pergunta: Conte para os nossos leitores, sobre suas obras já publicadas, e projetos para o futuro.

R.: Tenho muitos livros publicados, para diferentes idades e tipos de leitores. O melhor é dar uma conferida na página www.porteiradafantasia.com, que é a minha pagina institucional. O meu livro mais recente é “A Pedra da História”, que fecha a tetralogia “Os Sóis da América”. O livro será lançado no dia 04 de novembro, na 60ª feira do Livro de Porto Alegre. Este é, talvez, o trabalho mais importante da minha carreira e, além do mais, é independente. Mais adiante, dentro da mesma feira, teremos o lançamento da coletânea “Tu, Frankenstein -2”, que reúne os contos que foram escritos no ano passado, numa noite memorável: vários escritores ficaram reclusos no prédio em reforma da velha Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul, para escrever. Foi muito legal e fiquei feliz de ser uma das convidadas. E, por fim, no dia 11 de novembro, também dentro da feira, tenho a sessão de autógrafos do livro de Ficção Científica, “Padrão20”. Ambos livros são da editora BesouroBox, de Porto Alegre. No momento estes são os meus projetos mais importantes. Só vou pensar em outras coisas, depois que passar a Feira e eu conseguir respirar um pouco!

Adorei a entrevista Simone! Você pode acompanhar a autora e conhecer as suas obras através de seu blog AQUI e AQUI, página AQUI, fanpages do Facebook AQUI, AQUI, AQUI e AQUI, e também pode segui-la no twitter no perfil @simoneslivros.

Gostaria de agradecer a Simone por ter reservado um tempo em sua agenda para responder a entrevista e a você que está lendo, por ser paciente a acompanhar até o final.

Beijinhos da Paty ;)

Paty

Pode me chamar de Paty, sou uma libriana sentimental e cabeça dura que gosta de escrever, Gosto de vampiros e anjos e tudo aquilo que me tira da realidade, livreira por vocação. Insegura e corajosa, nervosa e determinada, são as contradições que fazem de mim quem eu sou.

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