Entrevista com Alexandre Cabral, Vampiros, @AVEC_EDITORA

por há 3 anos e 242 leituras

Confira entrevista concedida pelo autor Alexandre Cabral, autor do conto All In da Coleção Sobrenatural Vampiros.

Alexandre Cabral

Pergunta: Uma temática tão ampla como Vampiros é difícil de escrever? Quer dizer, você (autor que está lendo a pergunta) teve dificuldades para elaborar o seu conto por causa da temática?

R: Na verdade foi o contrário. Ter o tema definido previamente permitiu focar, ser fiel ao gênero, sem perder a variedade, como acredito que o leitor notará inclusive ao comparar os trabalhos dos autores dos demais contos dessa coletânea.

Pergunta: Falando em vampiros, qual é o seu vampiro(a), personagem da literatura, preferido?

R: Ficando apenas entre os livros propriamente ditos, eu diria o imortal “Drácula” de Bram Stoker, claro. Agora, até para compor os vampiros da minha trama, me inspirei em muitos outros que aprecio, inclusive das histórias em quadrinhos, como o vampiro Cassidy, da série “Preacher”. Gosto bastante dele.

Pergunta:  Com a mudança dos tempos não há mais uma formula mostro/herói, você acha que isso foi uma melhoria?

R: Sim, e tem muito a ver com a variedade também. Não se pode reescrever sempre a mesma história!
Além de quebrar o paradigma de que o monstro é o vilão e o herói é o mortal caçador de seres das trevas, penso que a evolução maior nos enredos é a profundidade e a compreensão de que o final da história não precisa ser a vitória do Bem sobre o Mal (ou mesmo de um Mal menor sobre um Mal maior). Basta ser interessante e, de preferência, desafiador.

Pergunta:  Escolha um dos personagens de seu conto e fale sobre ele.

R: Paulo, o protagonista do meu conto, é um homem maduro e bem sucedido um pouco entediado com a rotina de Brasília, cidade onde mora. Quando se vê desafiado no seu hobby, o pôquer, por alguém (ou algo) supostamente muito mais poderoso do que ele, precisa decidir, como no jogo de cartas, se vale a pena arriscar tudo em troca do prêmio máximo, ou se seria mais interessante simplesmente tentar sobreviver a esse encontro e “perder o mínimo”.
Criei Paulo pensando em dois ou três jogadores de pôquer profissionais que conheço e acho que eles teriam agido em quase todo momento como ele agiu.

Pergunta: Falando um pouco de você, qual é o seu tipo de literatura? O que você lê por prazer?

R: Leio muito, por prazer e dever, livros da minha área profissional – o Direito (sou Defensor Público), o que me faz, nas horas de lazer, buscar bastante ficção.

Adoro ficção histórica (como a de Bernard Cornwell), mais ou menos fantástica (de Tolkien a George R. R. Martin), assim como História real, com “H” maiúsculo (acabei de ler a trilogia de Laurentino Gomes sobre o Brasil).

Leio muitas HQs, nada que saia das mãos de Alan Moore, Frank Miller, Garth Ennis e Scott Snyder me escapa.

Pergunta: Esses livros e autores que você gosta influenciam na hora que você escreve?

R: Gostaria de pensar que não…Tenho lido muitos romances e HQs enquanto escrevo contos, cuja estrutura tem de ser bem diversa daquelas minha leituras. Mas é claro que, até inconscientemente, a influência está lá.

Pergunta: Você tem algum vicio de escrita? Algo que não possa faltar na hora de escrever, ou algum clichê que goste de usar?

R: Gosto de frases ou situações cíclicas. Coisas que apareçam e depois reapareçam na trama noutro sentido. Algo como um ditado que, citado numa parte da história, seja repetido à frente, por outra personagem, mas com diverso significado.

Pergunta:  Como foi a experiência de participar da Coleção Sobrenatural: Vampiros?

R: Uma honra e um aprendizado ímpar, pois voltei agora a escrever ficção e fui colocado ao lado de grandes nomes já conhecidos do público que aprecia a literatura fantástica e de terror.

Pergunta: Conte para os nossos leitores, sobre suas obras já publicadas, e projetos para o futuro.

R: Estou trabalhando num novo conto que apresentarei para a AVEC editora com destino a um volume futuro da coleção Sobrenatural, tratando sobre outros tipos de seres sombrios. Também tenho um projeto de romance, esse na área da fantasia. Agora que retornei à ficção, sinto que a vontade de escrever é algo que, tal qual a sede dos nossos vampiros, nunca estará plenamente saciada…

Adorei a conversa! E tenho que dizer que o Paulo, personagem de All In, é muito espirituoso eu realmente esperava que acontecesse uma coisa com ele, e me surpreendi no final.

E você o que achou da nossa entrevista? Você pode conferir a resenha do livro AQUI.

Beijinhos da Paty ;)

Paty

Pode me chamar de Paty, sou uma libriana sentimental e cabeça dura que gosta de escrever, Gosto de vampiros e anjos e tudo aquilo que me tira da realidade, livreira por vocação. Insegura e corajosa, nervosa e determinada, são as contradições que fazem de mim quem eu sou.

Facebook Instagram Twitter Google+

Trackbacks/Pingbacks

Loading Facebook Comments ...
Loading Disqus Comments ...

Copyright 2010-2017 • Portal Literário JuLund • Todos os direitos Reservados

Desenvolvido por Studio Sigales