Resenha: Quem Era Ela, @intrinseca

por há 3 semanas e 57 leituras

Sinopse: “É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.

Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras. ”

Quem Era Ela é narrado em primeira pessoa, com capítulos curtos, divididos em “Antes: Emma” e “Depois: Jane”, mas de uma forma que um capítulo completa o outro, quase como uma sequencia de fatos repetidos.

Duas personagens que sofreram, estão fragilizadas e querem mudar de apartamento para tentar um recomeço. O que liga essas duas personagens é a oportunidade de morar em Folgate Street, nº 1: uma casa ultramoderna, em excelente bairro, pagando muito abaixo do valor de mercado. Mas, tem um porém: antes de assinar o contrato, um questionário tem que ser preenchido e avaliado, e o pretenso inquilino tem que passar por uma entrevista com o proprietário do lugar: Edward Monkford. O questionário tem todo tipo de perguntas para determinar seu caráter e sua estabilidade emocional. Além disso, você tem que mudar para lá levando basicamente suas roupas e itens de higiene pessoal e deve responder à questionários periodicamente.

“Estão proibidas alterações de qualquer tipo, exceto com acordo prévio. Nada de tapetes ou carpetes. Nada de quadros. Nada de vasos de plantas. Nada de ornamentos, nada de livros…
– Nada de livros! Isso é ridículo!”

Folgate Street, nº 1 é quase uma personagem do livro. A maior parte da trama se passa dentro da casa e ela tem uma influencia direta sobre as duas inquilinas que a habitaram: Emma e Jane.

Emma foi para Folgate Street, nº 1 com seu namorado Simon após sofrerem uma invasão no apartamento onde moravam. Emma se encantou com a casa assim que a viu, assim como se encantou com o arquiteto e proprietário Edward. Simon não ficou tão entusiasmado quanto Emma, mas para vê-la feliz concorda em se mudar e seguir as regras loucas da casa.

Jane foi para Folgate Street, nº 1 depois de dar à luz um natimorto. Triste, desolada, de luto, ela precisa de um recomeço e a austeridade da casa a atraí de imediato, assim como o arquiteto que a projetou.

Edward demonstra interesse em Jane desde o início e já vai direto ao ponto: quer ir pra cama com ela, mas não quer se envolver emocionalmente. A princípio, Jane aceita, mas a medida que Edward vai entrando em sua vida, questões vão sendo levantadas e Jane, ao procurar saber mais sobre a casa e sobre Edward, descobre que Emma morou ali antes dela e morreu dentro daquela casa imaculada.

A morte de Emma é muito suspeita e a investigação sobre o ocorrido nunca foi concluída. Curiosa, Jane começa a investigar o que pode ter acontecido com Emma, e tudo aponta justamente para Edward, com quem Emma também se envolveu…

Numa história onde as pessoas não são bem o que parecem inicialmente, não dá pra torcer por ninguém, afinal, todos são meio suspeitos, manipuladores, egoístas, e obcecados em ter controle… Mas, talvez seja exatamente por isso que eles gostaram de morar em Folgate Street, nº1.

“Aquela sensação que eu tinha de estar representando para uma plateia invisível foi substituída pela consciência, pela onipresença do olhar perspicaz de Edward, e a sensação de que a casa e eu somos parte de uma indivisível mise-em-scène”.

Não dá para contar muito sobre a história em si, porque corro de risco de soltar spoillers gigantes. Mas, dá para dizer que devorei o livro em poucos dias, queria desesperadamente saber o que aconteceu em Folgate Street, nº 1, mas confesso que o final achei meio corrido. Sim, todas as perguntas são respondidas, não fica nenhuma ponta solta, mas achei que poderia ter sido feito de forma menos apressada. Não que isso tire o brilho do livro, porque toda a narrativa é de prender a atenção do início ao fim!

“Porque foi isso que eu percebi morando em Folgate Street, nº1. Você pode tornar o ambiente em que vive tão refinado e vazio quanto quiser. Mas isso não importa se você ainda estiver bagunçado por dentro. E, na verdade, todos nós estamos buscando isso, não é mesmo? Alguém que cuide da bagunça que há dentro da nossa cabeça.”

Livro recomendado para quem gosta de thriller psicológico! ;)

Conheça o hotsite (AQUI ) e dê uma espiada no trailer abaixo.

Xero grande e até a próxima!

Cris Gomes

Ficha Técnica: 

Autor: JP Delaney

Título original: The Girl Before

Editora: Intrínseca

Páginas: 336

Ano: 2017

Skoob: Quem Era Ela

CrisGomes

Casada; paraibana; viciada em doces; tímida; louca por livros. Já vivi mil vidas através dos livros... ;)

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Um comentário para “Resenha: Quem Era Ela, @intrinseca”

Francisca Elizabete

Nossa eu amo esse gênero!! Gosto de livros que me deixam na expectativa e depois me surpreendem!! Fique super curiosa para saber o desenrolar da história, de conhecer Jane!! A capa do livro está atrativa e nos remeta a trama!! Já quero ler!!

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