Resenha: Piano Vermelho @intrinseca

por há 2 semanas e 74 leituras

SINOPSE

Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação – ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Recebi da parceira Intrínseca este thriller tão comentado, como não li A caixa de Pássaros… não criei nenhuma expectativa em especial. Na trama, uma um grupo de caras (que também são uma Banda de Rock), vivem os dramas da Pós-Guerra – comuns e super compreensíveis. Cada um deles está lidando com suas batalhas particulares e todos tentando seguir em frente.

Começam com uma gravadora, que conta na verdade com o talento do grupo em ajudar os novos artistas, mas um convite inusitado acaba por mudar o destino de todos.

Convite? Poderiam ter recusado?

A narrativa parte do ponto de vista de  Philip Tonka (líder dos Danes e pianista) que diverge entre capítulos sobre o presente, passado e passado ainda mais remoto. É nessa parte aqui que não gostei, acho que acabou quebrando o ritmo alucinante que o livro poderia ter. Sempre que a trama engrenava, ao mudar o capítulo, meio que amornava o clima com uma passagem anterior aos fatos que estavam sendo narrados.

O grupo topa seguir em uma missão especial – por uma considerável quantia de dinheiro e muita curiosidade – formando um pelotão especial em uma jornada no deserto. Deserto mortal, diga-se de passagem.

“O sucessor de Caixa de pássaros. Totalmente imprevisível
e bizarro, no melhor dos sentidos.”
— Booklist

“Afinal, que são essas pegadas que mais parecem cascos?”

“Qual a origem desse som desconhecido que carrega o poder de destruição?”

– As perguntas permeiam às páginas por vários capítulos, até as peças começarem a encaixar. São muitos enigmais que vão surgindo junto com a jornada de Philip – seja na atual (sua recuperação num hospital militar) ou no deserto.

Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira?

Só lendo até a última página para saber.

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Não fiquei fã do autor por essa obra, dou três estrelas pela história. Mas, acredito que (talvez) a narrativa dos fatos pudesse ser mais envolvente. Mesmo assim, a agonia do protagonista é palpável.

Uma brisa agita seu cabelo castanho e bem cortado.
Philip tenta levantar um braço, mas não consegue.
O médico estende com facilidade a palma da mão aberta,
como se quisesse deixar clara a verdadeira diferença entre eles
dois.
QUANDO SUA ATERRORIZANTE MISSÃO TERMINA
E O DESTRÓI POR COMPLETO,
O QUE IMPORTA NÃO É O QUE VOCÊ ENCONTROU,
MAS O QUE ENCONTROU VOCÊ.
Formato(s) de venda: livro, e-book
Tradução: Alexandre Raposo
Páginas: 320
Gênero: Ficção
Lançamento: 05/07/2017
Ju Lund

Escritora, graduanda em Artes Visuais,Téc. em turismo e hotelaria, gaúcha de Pelotas que adora assistir muitos filmes e séries de tv. Viciada em Lit. Fantástica. Fundadora do site (em 04/10) e Editora Chefe deste Portal. No Twitter @aJuLund

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