Resenha O Menino que Desenhava Monstros, Editora Darkside Books!

por há 2 semanas e 61 leituras

Sinopse: “Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e à espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar.

Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais.

Na superfície, O Menino que Desenhava Monstros é uma história sobre pais fazendo o melhor para criar um filho com certo grau de autismo, mas é também uma história sobre fantasmas, monstros, mistérios e um passado ainda mais assustador. O romance de Keith Donohue é um thriller psicológico que mistura fantasia e realidade para surpreender o leitor do início ao fim ao evocar o clima das histórias de terror japonesas”.

Comecei a ler este livro sem grandes expectativas, porém o final me surpreendeu muito e o livro me ganhou totalmente. Em “O Menino que Desenhava Monstros”, conhecemos Jack Peter que tem síndrome de Asperger, um certo grau de autismo. Faz três anos que o garoto se recursa a sair de casa e quando precisa sair seu pai o envolve com um pano, mas essas visitas a médicos não agradam Jack.

Nick é o único amigo que Jack tem e são próximos devido a amizade que os pais de ambos possuem e por terem crescido juntos. Ao longo dos capítulos vamos acompanhando Jack, Nick, e os pais de Jack. Com os pais de Jack temos a perspectiva de como são seus dilemas para cuidar de seu filho. A mãe sente saudade da época em que tudo era mais “normal”, apesar de sempre achar que seu bebê tinha um comportamento diferente dos outros, e queria mandar Jack para um lugar em que possa ser cuidado, pois está cada vez mais difícil lidar com ele, houve um caso em que quando foi acorda-lo ele bateu nela por pensar que era um monstro. Enquanto que o pai não deseja mandar o filho para lugar nenhum e acha que tudo vai ficar normal.

Ao ler senti muito mais amor ao menino por parte do pai, que é o responsável por ficar em casa e cuidar dele, enquanto a mãe logo começou a trabalhar fora e não ficar muito tempo no ambiente. Porém, os dois não lidam muito bem com essa situação e não acreditam muito no filho, principalmente quando este fala de monstros.

Ao longo dos anos, na perspectiva de Nick, descobrimos que Jack sempre se empenha em alguma atividade, por exemplo em brincar de guerra. Nesse momento sua nova atividade é desenhar monstros e pede que seu amigo Nick desenhe também. As coisas começam a ficar estranhas quando a mãe, o pai e Nick começam a ver coisas ao redor da casa e, no caso de Nick, em seu próprio quarto.

No caso dos pais, ambos tentam dar uma resposta lógica para o que está acontecendo, mas Jack deixa claro que “ele está querendo entrar na casa”. Inicialmente são passos, vozes, vultos e não se sabe realmente o que significam. Já Nick tem uma aparição assustadora em seu quarto, mas inicialmente acha que era coisa de sua cabeça. Esses episódios vão aumentando, porém o clímax mesmo será nos últimos capítulos em que compreendemos o que está acontecendo.

Além desses acontecimentos, vamos entendendo o que aconteceu três anos antes que fez com que Jack se fechasse ainda mais e não quisesse sair de casa, também o envolvimento de Nick no momento. Recomendo o livro, mas é preciso dizer que não devem olhar a última página, pois tem uma grande revelação. Após ler entendi várias coisas e durante o livro há pistas sobre esse desfecho, o que me surpreendeu ainda mais.

Se espera um livro assustador, este não é o caso, apesar de ter algumas aparições ou algo acontecendo ao redor dos personagens, é apenas o clima e não terá sustos realmente. Além disso, vamos acompanhando os personagens, suas histórias, segredos e relação com Jack, o que para muitos leitores vai parecer bem lento, mas não tive dificuldade com esta questão, estava curiosa para entender o que estava acontecendo e como os desenhos de Jack tinham relação com tudo, recomendo para os que gostam de um mistério. Darei quatro cupcakes.

Ficha Técnica:

Skoob: O Menino que Desenhava Monstros

Autora: Keith Donohue

Editora: Darkside Books

Páginas: 256

Ano: 2016

Onde Comprar: Saraiva, Americanas, Submarino, Amazon.

A edição é em capa dura, vem com fitinha para marcar e é belíssimo os detalhes. Há um extra que são páginas em branco para que o leitor possa desenhar seus monstros e muito mais. Até a próxima.

EveLlin

Olá, eu sou a Evellin, mas me chamam de Eve. Sou do interior de Pernambuco, mas atualmente moro em João Pessoa, pois estudo Relações Internacionais na UFPB. Adoro ler e também gosto bastante de assistir séries e filmes. Gostaria de conhecer outros países, mas também conhecer vários lugares do Brasil, pois sou fascinada por outras culturas, pontos turísticos e características específicas de cada nação, já fiz um intercâmbio para o Canadá e foi uma experiência incrível. :)

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Um comentário para “Resenha O Menino que Desenhava Monstros, Editora Darkside Books!”

Paty

Eu amei esse livro, muito. Me fez pensar muito em como as coisas são e como muitas vezes queremos algo que não deveriamos e como isso pode ser prejudicial. No inicio achei a mãe do Jack muito fria, mas depois consegui entender ela, um pouco, e assim decidi não julgar muito.

Adorei a tua resenha Eve!!

Beijinhos da Paty ;)

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