Resenha O Inferno de Gabriel.

por há 5 anos e 196 leituras

O Inferno de GabrielCapa, sinopse e resenha de O Inferno de Gabriel, de Sylvain Reynard; publicado no Brasil pela Editora Arqueiro.

Sinopse:

Leia AQUI.

Resenha:

Logo que foi lançado o livro, fiquei em polvorosa (assim como metade da blogosfera rs) por esse livro. Queria ler a todo custo e quase surtei quando ganhei O Inferno de Gabriel da Ju ( o livro foi cortesia da Editora – veja AQUI).

Antes de começar a leitura ouvi a primeira opnião negativa sobre o livro e isso me deixou meio desconfiada, mas fui em frente e no começo até que não achei a estória ruim. Alias, a estória em si não é ruim…

O livro conta a estória de Gabriel, um brilhante professor especialista em Dante, e Julia, uma jovem que se muda para o Canadá para ter aulas no curso de mestrado com o Professor Gabriel Emerson.

Assim que põe os olhos em Julia, no primeiro dia de aula, Gabriel sente algo diferente, uma espécie de reconhecimento, mas rapidamente ignora essa sensação. Várias vezes ao longo do tempo em que convive com Julia, esse é um sentimento que reaparece: uma familiaridade, uma fagulha de reconhecimento, mas Gabriel é sempre rápido em deixar esse sentimento de lado. Quando Gabriel descobre que Julia é a melhor amiga de sua irmã Rachel, ele começa a conviver mais intimamente com ela, como amigo a princípio, mas logo ele percebe que existe uma atração muito forte entre eles.

Quando Julia reencontra Gabriel, depois de tantos anos, na sala de aula, ela tem uma grande decepção ao perceber que ele não se lembra dela. Eles se conheceram há muito tempo atrás e Julia nutria esperença de que ao vê-la, Gabriel se lembraria dela. O fato de ele ser grosseiro, arrogante e metido não ajuda em nada. Julia é frágil, delicada e tímida, o tipo de mulher que se choca facilmente com qualquer coisa e cai em lágrimas em qualquer confronto. Enfim, uma chata. A personagem até me entreteu nos primeiros momentos da leitura, com seu jeito meio atrapalhado, mas ela não é só atrapalhada: ela é chorona e completamente bipolar! Vou tentar me explicar melhor mais na frente.

Achei que o livro teria mais cenas hot (leia-se: de sexo), mas o livro é muito mais um romance, desses bem românticos, daqueles que chegam a ser enjoados, do que erótico. Alias, não considero o livro como erótico e ponto!

Gabriel, apesar de ser grosseiro, metido e arrogante no início, depois se mostra gentil, doce, carinhoso e totalmente atormentado por coisas que fez no passado, mas se recusa a contar sobre isso a qualquer um. Enfim, apesar de muito errado, ele é “pedaço de mal caminho” e (depois do meio do livro) ele melhora bastante sua atitude o que ajuda a gostar um pouco do personagem.

Já Julia, como já disse, é bipolar. No começo ela é super tímida, do tipo que fica corada por qualquer comentário e se acaba em lágrimas ao menor sinal de confronto com alguém. Em determinado momento, ela se enche de coragem e chega a tratar Gabriel de igual para igual, parece outra mulher, e do nada, volta a ser a moça delicada, frágil e chorosa novamente. Bi-po-lar!

Demorei quase 2 semana para ler O Inferno de Gabriel e por mim a estória deles terminaria ali mesmo, no final do livro, mas ainda teremos o livro O Julgamento de Gabriel, que dá continuidade à estória do atormentado, porém totalmente gostoso, Gabriel, e a doce, ingênua, delicada, tímida, chorosa e bipolar, Julia. Sinto muito, não tenho pretensão de ler a continuação de livro que não gostei.

Na minha humilde opnião, o enredo poderia ter sido mais bem trabalhado, a estória poderia ser mais curta, mais dinâmica e a protagonista… bom, acho que só matando e criando outra. Kkkkkk Tenho problemas com protagonistas bobonas! Não é o  fato de ela ser atrapalhada e meio – ok, totalmente – desastrada. É o fato de ser meio morta e de se contentar com tão pouco. E quando finalmente consegue o quer, ou melhor, quem ela quer (Gabriel), ela não quer mais. E depois quer de novo. Essa estória de “te amo mas não te mereço” não me agrada. #prontofalei

Se recomendo O Inferno de Gabriel? Bom, se você tem tempo sobrando e gosta de romance, sim. Afinal, gosto é uma coisa muito pessoal. Provavelmente, muitas pessoas vão me achar louca por não ter gostado do livro; a maioria das opiniões é de que esse é “O livro” do ano. Então, se ficou curioso (a), dê uma chance ao livro e depois venha me contar o que achou.

Ei, você já chegou até aqui, não vai sair sem dar um oi, né? Comente; vou adorar sabe o que você achou! Gostou? Clique em +1, twite, curta e compartilhe!. Muito, muito obrigada!!! Xero!

Abril, mês de nosso aniversário! Portal 3 Anos!

CrisGomes

Casada; paraibana; viciada em doces; tímida; louca por livros. Já vivi mil vidas através dos livros... ;)

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10 comentários para “Resenha O Inferno de Gabriel.”

Aline Carvalho

O livro não é de todo ruim. No entanto, não pode ser considerado o livro do no. Não mesmo!!!
Para quem gosta de romance é uma boa pedida.

Acho que o livro vale a pena.

:-)

    CrisGomes

    Não, o livro não é de todo ruim, mas achei muito clichê, sem contar que a protagonista não me conquistou, aí já viu: fica difícil gostar do livro, Mas entendo que muitas pessoas gostaram; acho que é uma questão de gosto mesmo. Por isso, acho que vale a pena ler o livro sim, e tirar sua conclusão. :)

    Obrigada por comentar! Xero!

josi teixeira

A sua resenha expressou tudo que achei desse livro,a estória é até legal,mas concordo com você,que deveria ter tido um desenrolar melhor.E,estou cheia de protagonista sensível demais,tudo tem seu limite(depois de ler academia de vampiros fiquei estragada por causa da Rose,kkkkkk).Sem falar que o erotismo é decepcionante.
Mais uma vez vou ressaltar o que você escreveu,GOSTO cada um tem o seu,então tem que ler para cada um tirar as suas conclusões.
bjos!!!!!!!!!!!!

    CrisGomes

    Pois é, josi! Gosto é muito particular por isso recomendo que quem tem curiosa com relação a esse livro deve ler sim, e ver se gosta ou não.

    Depois de Academia de Vampiros também fiquei estragada: não tenho muita paciência com mocinhas que só choram e se acham vítimas da situação. Tudo culpa da Rose Hathaway… rsrs

    Obrigada por comentar!

    Xero!

Juliane

Esse livro ( não acabei de ler) me lembra muito 50 tons de Cinza, q na minha opinião não precisava ter três volumes. Os personagens tanto feminino quanto masculino,são extremados. A mocinha ingênua etc…. e o rapaz ( homem) arrogante, presunçoso,autoritário , controlador.
É um enredo bem básico e já batido, mas ler é sempre bom, pra relaxar,se distrair e dá para ler esse aí (pelo menos estou tentando)..rsrsr

    CrisGomes

    Juliane, concordo que ler é sempre válido, mas acho que criei muita expectativa com relação a esse livro e acabei me decepcionando.
    Não que a leitura seja uma completa perda de tempo, mas acredito que não tinha necessidade de dividir a estória em trilogia, ainda mais que os livros são grandes, mas de 500 páginas só no primeiro livro? Achei um exagero. :(
    Gostaria de saber como vai terminar a estória de Gabriel e Julia, mas acho que não tenho paciência de ler os próximos livros da série. rsrs
    Obrigada por comentar e volte sempre!
    Xero!

Eduardo

Desde que eu vejo esse livro eu tenho a sensação de ele constituir um cruzamento entre duas modas: a dos romances eróticos (tipo 50 Tons) e a de escrever sobre Dante Alighieri (Dan Brown – Inferno e Francesco Fioretti – O Livro Secreto de Dante). Mas pelo visto, não é nem uma coisa nem outra. E isso pode ser um problema. Ou não…

Quem espera um romance, pode gostar. Quem espera algo bem picante, pelo visto, pode tirar o cavalo da chuva.

Eu, por exemplo, não gosto de romances, mas o ponto que me atrairia seria justamente ver o quanto a história se relaciona com a obra ou a vida de Dante. E nisso talvez as outras duas obras que citei sejam mais recomendáveis.

    CrisGomes

    Eduardo, o livro é meio que uma comparação entre o amor de Dante Alighieri e Beatriz com o amor de Gabirel e Julia.

    Como Gabriel é especialista em Dante, vemos algumas coisas sobre sua vida e obra, mas esse não chega a ser o tema central da estória e sim uma espécie de “ponto de referencia”. Em várias passagens o narrador faz uma comparação entre esses dois romances.

    Pela descrição do livro, achei que seria mais quente, mais adulto, mas é romance mesmo. Eu gosto de romance (sou fã de Nicholas Spraks, daí você imagina, né rs), mas não gosto de protagonistas choronas e que vivem se fazendo de vítimas. Para mim, estraga o livro. Acho que foi isso que aconteceu em O Inferno de Gabriel e em outros livros recentes, especialmente esses novos eróticos nos quais a mocinha é fraca, indefessa e precisa de um homem machão e meio truculento para cuidar dela. Não gosto.

    Para você, acho que seria mais indicado ler uma das duas obras que você citou, que inclusive parecem muito interessantes. :)

    Obrigada por comentar. Desculpa a resposta gigante. rs

    Xero!

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