Resenha II de A Fúria e a Aurora, @globoalt

por há 5 meses e 165 leituras

Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.

Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.

Quem nunca ouviu falar de Sherazade ou das 1001 noites… as noites, no véu do deserto, nas teias de uma história sem fim. A história original é de 1646…

“Decidido a matar todas as mulheres solteiras do reino, após ter descoberto a traição da sua mulher, o sultão Shahriar casa-se a cada noite com uma jovem diferente que será morta ao amanhecer. Mas a filha do grão-vizir, a impetuosa Sherazade, decide enfrentar o desafio e interromper esse ciclo vingativo, oferecendo-se para a noite seguinte. Noite que se multiplica, assim como as histórias de Sherazade, adiando sua morte indefinidamente. Até que passadas mil e uma noites, o sultão, apaixonado pela envolvente narradora, suspende a ordem cruel.”

No texto original dividimos da curiosidade de Shahriar pelos contos dentro da história que Sherazade narra, e nos encantamos pela sagacidade e inteligencia da mocinha, o que não é diferente em A Fúria e a Aurora.  A história original é linda, porém é necessário vários dias para ler as 1001 histórias, senão ela fica chata e massante… o que não acontece na história de Ahdieh.

Sherazade é audaciosa e busca vingança pela morte de Shiva, sua melhor amiga, uma das ex-esposas do sayyidi Khalid. Poderia resumir o livro a isso? NÃO, nunca.

A história vai muito além, trata da igualdade entre os seres, seja social ou de gênero. Existe a pegada dos contos infantis, a “moral da história” Somos todos capazes, merecemos e temos escolhas.

“Afinal, toda história tem sua própria história.”

E fala principalmente do pré conceito, de julgar antes de conhecer… que ninguém é um ato, somos o conjunto de ações, pensamentos e reflexo das ações dos outros. “Não é só o lobo que se esconde na pele de cordeiro”. E acho que essa é a pegada desse livro, Ahdieh mostrou que cada pessoa leva dentro da sua história as 1001 noites, e é elas que temos que levar em conta.

Primeiro dia de Aurora

Claro que tudo isso está nas entrelinhas de um triangulo amoroso. Bom é isso, amei esse livro e logo mais trago a continuação A Rosa e a Adaga.



 

 

Ficha Técnica: 
Autora: Reneé Ahdieh
Páginas:336       Ano: 2016
Skoob: A Fúria e a Aurora
Onde comprar:  Amazon// Saraiva

 

JuTorres

Estudante de Psicologia, paulista. Fascinada por série, filmes, livros e um bom rock...Colaboradora Oficial desde setembro/ 12. No Twitter pessoal @jupsique

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