Resenha de A Viúva, @intrinseca

por há 7 meses e 390 leituras

Sinopse: Ao longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento. Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.

 

Hey pessoas! Primeiro, preciso dizer: O MELHOR LIVRO QUE LI EM ERAS! Desabafo feito (em letras grandes e, sim, gritando), podemos começar a falar da minha cortesia do mês enviada pela Editora Intrínseca (com muito carinho, por sinal, em um saco plástico zip lock identificado como Evidência (tipo os que se usa em provas de crime – sim, eu sei muito bem como são e conto abaixo porque sei) pequenos papéis do tipo recorte de jornais falando do crime que o livro trata e um pacote de Skittles (que fiquei meio deprê depois de ver a relação do doce com a história, mas é doce e azedinho, de jeito nenhum eu iria rejeitar) e um marcador do livro lindo – sem falar no livro, que tem uma aparência super dark que nos meus tempos de gótica iam para cima e para baixo comigo, rsrsrs, com as bordas das páginas pretas, o que me deixou pulando de alegria ao receber a caixa do correio! Obrigada Editora Intrínseca :*

Bem, a história se passa principalmente sob a ótica de três personagens: A Viúva, A Repórter e O Detetive. Outros personagens são o centro de alguns capítulos. Tudo isso em fases após o crime, durante a investigação e após a morte do suposto assassino. Houve um crime horrível – a garotinha Bella, de 2 anos, estava brincando com seu gatinho no jardim da frente enquanto a mãe estava fazendo seu chá, quando a mãe voltou para o jardim, a pequena havia desaparecido, sem nenhuma pista de seu paradeiro.

A partir daí vamos acompanhando o andamento da investigação, que em um dado momento esbarrou em Glen Taylor, marido dedicado de Jeannie, motorista, inteligente e que ninguém apontaria como suspeito de absolutamente nada. Ele sempre negou a prática do crime e apoiado pela esposa, A Viúva, foi inocentado no tribunal. Mas a mídia não o absolveu, e as pessoas e jornais continuaram em sua porta enviando mensagens de ódio, até que um trágico acidente tomou a vida de Glen e os jornalistas e o Detetive voltaram para a porta de Jeannie a fim de que ela finalmente revelasse o que acontecera a Bella, o que seu marido de fato teria feito, quem ele era, e onde estaria o corpo da menina.

A habilidosa repórter Kate conseguiu a sonhada entrevista e agora tenta arrancar a verdade da Viúva, já que todos sempre desconfiaram que o casamento perfeito era sua prisão, que ela sabia de mais coisas, mas que escolhera proteger o marido. Durante os três anos do desaparecimento de Bella, o detetive Bob faz de tudo para prender o culpado e, uma vez que tem indícios de Glen, arrisca sua carreira para vê-lo preso e condenado.

A narrativa da autora nos leva para dentro de um caso policial que chamam a atenção da mídia e das pessoas pela gravidade e o senso de “isto poderia acontecer comigo ou com meus filhos”, quando todo o país se solidariza, a mãe que mobiliza milhões para encontrar o bebê perdido e as expectativas mais improváveis de que seja encontrada viva. Eu posso dizer que amei cada linha, durante minha formação profissional passei por estágios numa delegacia, no fórum e na promotoria e casos que nos causam espanto eram vistos com frequência, então apreensão de saber que isso acontece e que é assim que os envolvidos na investigação se sentem: querendo pegar o culpado, fazer “justiça”, evitar que outros sejam novas vítimas – me prenderam muito à história e tudo isso se deve á experiência da própria escritora que é jornalista.

Nos revelando coisas que acontecem no dia-a-dia, a pedofilia tão presente na internet, e como as coisas podem afetar a vida de outros, nos deixa ansiosos para resolver o caso e ainda dá para tirar uma lição, afinal, estamos cercados por pessoas que não conhecemos e, quem menos se espera, pode sim se revelar um monstro e o pior, esses monstros podem influenciar pessoas, enganar, como nas investigações onde eu mesma duvidei e troquei de suspeito umas duas vezes.

Histórias como essa nos fazem ansiar por um final digno do corpo da história e, principalmente, ver o desfecho do caso Bella e, posso dizer, que valeu a espera, a autora manteve o mesmo ritmo e nos levou a um final muito bom, acho que o mesmo estado de humor que fiquei ao iniciar a história e comecei a perceber o que houve com a criança foi o mesmo com que terminei. Pois é, essa coisa da perda da criança nos acompanha do início ao fim.

São poucos autores capazes de fazer isso, e Fiona Barton fez isso perfeitamente em seu livro de estreia. Minha nota são cinco smileys.

 

Essa foi a MINHA opinião, conta a SUA pra mim? Curta, comente e compartilhe. Te vejo depois do próximo “fim”.

Ficha Técnica:
Autor: Fiona Barton
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 304
Skoob: A Viúva
Onde comprar: Amazon, Livraria Cultura

Amanda Essi

Hey pessoas! Sou Advogada, tenho 23 anos, Sul-mato-grossense, Nerd assumida, amante de livros, música clássica e rock; mais falante que o burrinho do Shrek e incapaz de deixar uma sala em silêncio por mais de 1 min - pelo menos dizem que sou engraçada, vai saber. Não sou hiperativa, mas tô quase lá! Ah e por fim, uma romântica incorrigível - não aceito final triste em livros, NEVER - #Feliz :D

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