Resenha de Simplesmente o Paraíso, @editoraarqueiro

por há 6 meses e 236 leituras

Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido. Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida. Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado. Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família. Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.

Ah, para quem terminou Os Bridgertons com dor no coração, Quarteto Smythe-Smith é um bálsamo (risos). Por enquanto só li esse primeiro livro, mas com certeza muito em breve lerei todos, com prazer. Amo romances de época, mas os da Julia sem dúvida são os melhores!

Honoria e Marcus se conhecem desde pequenos, pois ele foi criado apenas pelo pai, que não dava a mínima para ele. Então, nas férias escolares, o moço ia para a casa de Daniel Smythe-Smith, seu melhor amigo. Lá ele era muito bem recebido, tratado como família, convivendo também com a irmã de Daniel, Honoria, de apenas seis anos na época.

Então, quando chegaram as segundas férias e Daniel voltou a convidar Marcus, ele aceitou. E de novo. E de novo. E mais uma vez, até Marcus passar mais tempo com os Smythe-Smiths do que com a própria família. 

O tempo passa e hoje ambos são adultos. Honoria já debutou há algum tempo, mas continua solteira. Seu irmão foi banido do país e Marcus continua sendo amigo da família, mas hoje é um lorde, um conde. A garota está prestes a tocar em mais um recital, coisa que odeia, pois sabe que ela e suas primas não têm talento, mas só poderá se livrar da tradição se casar. É sempre assim: se casou, alguém da geração mais nova de Smythe-Smiths assume. Então, além de querer um marido para amar, Honoria quer um marido para não ter mais de participar dos terríveis recitais.

Para não mencionar que detestava a temporada social. Detestava. Mas Honoria estava determinada a conseguir um marido, então ele iria a Londres para se certificar que ela não cometesse erros desastrosos. Afinal, fizera um juramento.

A pessoa citada no trecho acima é Marcus. Ele prometeu para Daniel que cuidaria de Honoria enquanto o amigo estivesse fora do país, mas para isso tem de participar de bailes, conhecer (e espantar) pretendentes. Até aí tudo bem, ele fazia o sacrifício pelo bem dos amigos. Até que um acidente no jardim põe a amizade dos dois à prova e sentimentos vêm à tona.

Conhecia aquele homem desde que se entendia por gente – como era possível que nunca houvesse percebido direito o formato da boca dele? Ou dos olhos? Sempre soubera que eram castanhos, mas agora notava a intensidade da cor, com toques âmbar perto da borda da íris. E essa cor parecia mudar conforme ele chegava mais perto… Mais perto? Ah, meu Deus, ele iria beijá-la? Marcus? 

É claro que o livro poderia terminar aqui, com um final feliz para Marcus e Honoria. Mas as coisas nem sempre são tão fáceis e, cá entre nós, não teria graça! Então Marcus fica à beira da morte, sem família para ajudá-lo, podendo contar apenas com sua governanta. Claro que não! É óbvio que nossa mocinha será sua enfermeira, mesmo sem muitos conhecimentos.

Marcus poderia morrer. Essa possibilidade a atingiu com violência. Então ela ficaria realmente só. Eles nem se viam muito nos últimos anos, a não ser nas últimas semanas, é claro, mas Honoria sempre soubera que ele estava ali. O mundo era um lugar melhor só por saber que Marcus estava nele. E agora ele poderia morrer. 

O tempo passa e chegamos no dia do famoso recital anual das Smythe-Smiths. Acompanhe o que Honoria pensava de tal apresentação.

Adorava o quarteto. O final era verdade. Ela amava ensaiar com as primas, mesmo se, com o tempo, houvesse passado a tampar os ouvidos com chumaços de algodão. O único problema era que as apresentações eram terríveis. Ou, como Sarah descreveria, assustadoras. Medonhas. Apocalípticas.

Essa é a única certeza dos recitais. Porque, quando menos se esperar, tudo pode acontecer.

Eu amei esse livro, é fantástico, ainda bem que tenho mais três para ler em breve. A história é muito gostosa de ser lida, ainda mais que tem alguns vislumbres dos personagens que amamos: Gregory e Colin Bridgerton, Lady Danbury, entre outros.

Nota máxima, é claro, mesmo sendo pouco, para Simplesmente o Paraíso!

Ficha técnica:

Autor: Julia Quinn 

Editora: Arqueiro

Ano: 2017

Páginas: 272

Skoob: Simplesmente o Paraíso

Onde comprar: ofertas

Beijinhos da Nanda!

Nanda

(até 2017) De manhã: funcionária pública (secretária escolar). De tarde: leitora beta, redatora, corretora e revisora de textos. Em tempo integral: sou casada, tenho um filhote muito fofo de Yorkshire chamado Paçoca, sou viciada em livros e apaixonada por séries de TV, especialmente de culinária, Friends e The Big Bang Theory. Iniciei no portal em junho de 2013, na área de filmes, e um ano depois comecei a resenhar livros.

Facebook Instagram Twitter Google+
Loading Facebook Comments ...
Loading Disqus Comments ...

Copyright 2010-2017 • Portal Literário JuLund • Todos os direitos Reservados

Desenvolvido por Studio Sigales