Resenha de O Som do Amor, @intrinseca

por há 5 meses e 186 leituras

Sinopse:Matt e Laura McCarthy são obcecados pela ideia de herdar a Casa Espanhola — uma construção malcuidada e quase em ruínas no condado de Norfolk, interior da Inglaterra, que tem um valor simbólico para os moradores locais. Para atingir esse objetivo, Laura, a mando do marido, faz todas as vontades do velho Sr. Pottisworth, o proprietário. Entretanto, como o homem nunca deixou nada por escrito, quem acaba por herdar a casa é uma parente distante, Isabel Delancey. Primeiro violino na Orquestra Sinfônica Municipal, em Londres, Isabel tinha uma vida tranquila com seus dois filhos e o marido, mas tudo virou de cabeça para baixo quando ele morreu em um acidente de carro e deixou uma grande dívida. Sua única oportunidade de recomeço é fincar moradia na Casa Espanhola — algo que o casal McCarthy vai tentar impedir a qualquer custo. O som do amor é um romance sobre obsessão, manipulação, segredos e paixões. Por meio de personagens carismáticos e capazes de tudo para realizar seus objetivos, Jojo Moyes mantém seu estilo inconfundível em uma brilhante história de recomeços.

Hey pessoas! Tudo bem com vocês? Hoje estou aqui para falar um pouco de um livro que me cativou muito, que é o livro da queridinha de muitos Jojo Moyes: O Som do Amor, que chegou para mim como cortesia de janeiro da editora Intrínseca, que como sempre nunca erra nos títulos que produz!

Logo no  início conhecemos os McCarthy: Laura e o marido Matt. Eles, principalmente Laura, aguentam muita coisa para fazer os gostos do um idoso a beira da morte que não tem nenhum familiar que lhe dispense os cuidados na velhice: leva as refeições e prestam pequenos serviços a ele. Por quê? Porque eles querem herdar a  velha casa espanhola, com uma vasta propriedade e cercada por um lago, que sempre fora o sonho de Matt e, depois, tornara-se o sonho de Laura e, por fim,  lhes prometera o velho Sr. Pottisworth como merecido após todos os cuidados.

Mas claro que o idoso conhecia as intenções do casal, por isso, quando morreu, descobriram os McCarthy que não havia nenhum testamento e que a propriedade seria passada para uma familiar distante, seu único parente vivo: Isabel Delancey.

Isabel ficara viúva havia alguns meses e ainda sofria muito com a parda do marido, que lhe deixou uma casa, mas muitas dívidas para criar os filhos Kitty de 15 anos e Thierry de 10. Surpresa com a herança inesperada, Isabel é aconselhada a vender a casa onde vivera com a família em um bairro nobre de Londres (pela qual não pagaria imposto de transmissão por ser viúva do falecido) e ir viver com a família na casa espanhola, em uma pequena cidade. Abandonando assim de vez seu emprego como violinista na orquestra.

O que ela não esperava que a casa estivesse em condições tão ruins: sem aquecimento, tomadas, banheiro e caindo aos pedaços. Nem o dinheiro que ganhara ao vender as terras em volta da propriedade que lhe dariam dinheiro para sobreviver por mais um tempo seriam o suficiente. É aí que ela conhece o vizinho Matt, que oferece seus serviços de construção para reparar o que a casa tinha de mais urgente, mas que só fazia quebrar paredes e nada de instalar as tomadas da cozinha para que meses depois a família pudesse ligar a geladeira.

Isabel precisa aprender a lidar com a dor da perda, das dificuldades de ser mãe em tempo integral e não mais uma renomada violinista, lidar com finanças e com a mudez do filho após a morte do pai. Ela desconta tudo isso em longas músicas que podem ser escutadas por toda vizinhança tocada em seu amado violino, a última coisa de valor que lhe sobrara.

É um livro muito bom, eu achei que a história se desenvolveu de modo lento, mas isso é porque a autora aborda a história de muitos personagens e também retrata a forma lenta como uma família se recupera da perda de um ente querido, como aprendem a viver sem aquela pessoa e superam a tristeza. É revoltante ver Matt tirando todo o dinheiro de Isabel com reparos que não dão em nada na esperança de que ela vá logo embora, se aproveitando de sua ingenuidade e a loucura de  sua família causada pela cobiça da casa. Até a relação dos moradores da cidade com a família se torna algo muito interessante e a amizade de um garoto com um homem nos lembra que nossos maiores traumas podem ser superados.

Eu super indico essa leitura que, como já falei lá no meu instagram, tem uma escrita clássica, não aquele desenvolvimento imediato como grande parte dos livros publicados hoje (até os bons), você vai crescendo junto com a história, internalizando cada personagem, cada relacionamento. É um tipo de estilo que deveria prevalecer mais entre os autores: sem medo de escrever muito, porque nós leitores não temos medo de ler muito. Obrigada Editora Intrínseca por este lindo presente! O Som do Amor ficou marcado como bons livros que li.

Minha nota para O Som do Amor são cinco smileys muito felizes.

Essa foi a MINHA opinião, conta a SUA pra mim? Curta, comente e compartilhe. Te vejo depois do próximo “fim”.

Ficha Técnica:
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 304
Skoob: O Som do Amor
Onde comprar: Livraria Cultura, Amazon, Submarino

Amanda Essi

Hey pessoas! sou Advogada, tenho 23 anos, Sul-mato-grossense, Nerd assumida, amante de livros, música clássica e rock; mais falante que o burrinho do Shrek e incapaz de deixar uma sala em silêncio por mais de 1 min - pelo menos dizem que sou engraçada, vai saber. Não sou hiperativa, mas tô quase lá! Ah e por fim, uma romântica incorrigível - não aceito final triste em livros, NEVER - #Feliz :D

Facebook Instagram Twitter Google+
Loading Facebook Comments ...
Loading Disqus Comments ...

Copyright 2010-2017 • Portal Literário JuLund • Todos os direitos Reservados

(casa nova)