Resenha de O Jogo do Anjo, @Suma_BR

por há 2 semanas e 61 leituras

Barcelona, anos 1920. David Martín tem vinte e oito anos, uma casa em ruínas e um talento para a literatura que nunca o protegeu de desgraças ou lhe trouxe qualquer glória. Com uma doença terminal e vendo o amor da sua vida nos braços do melhor amigo, David passa os dias em sua mansão lúgubre, escrevendo séries policiais e vendendo barato o seu talento.
É quando surge Andreas Corelli, um misterioso editor estrangeiro com uma proposta irrecusável. Fama, dinheiro, saúde: tudo em troca de um único livro. Um livro que terá o poder de influenciar milhões de vidas. Um novo evangelho.
Mas, conforme a obra se desenvolve, David percebe que existe uma conexão sinistra entre o livro que está escrevendo e as sombras que envolvem sua casa dilapidada — e que seu editor também esconde alguns segredos perturbadores. Mais uma vez, Zafón nos leva por uma Barcelona sombria e gótica, em uma trama cheia de intrigas, romance e tragédia.

O Jogo do Anjo é o segundo livro da Coleção Cemitério dos Livros esquecidos, do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón.  Qualquer conhecido meu sabe minha idolatria por Zafón, então não espere menos que aplausos e uma bela babação nessa resenha.

Diferente de outras séries O Jogo do Anjo é de uma data anterior ao primeiro livro, os personagens principais de A Sombra do Vento, nesse só dão o ar da graça. Sempere pai alimenta o leitor em David, e anos depois este vira escritor.

Como todo livro de Zafón, o leitor aos poucos adentra o livro e começa a se questionar o que é real e o que não é. Até onde a tinta da caneta é do livro e não da vida.

” – Tudo é um conto, Martín. O que cremos, o que conhecemos, o que recordamos e até o que sonhamos. Tudo é um conto, uma narração, uma sequência de acontecimentos e personagens que comunicam um conteúdo emocional. Um ato de fé é um ato de aceitação, aceitação de uma história que nos foi contada. Só aceitamos como verdadeiro aquilo que pode ser narrado. “

Os personagens das histórias de David caminham por Paris, e dão vida a sua solidão.

De órfão abandonado à escritor decadente, na linha tênue do amor e ódio pelo amigo que lhe tirou das ruas, mas lhe roubou a mulher amada. David se encontrava numa sinuca de bico, pobre, solitário e doente, até que recebe a proposta do admirador Andreas Corelli, escrever um livro e com isso começa a receber dinheiro e a saúde lhe volta ao corpo.

“A inveja é a religião dos medíocres. Ela os reconforta, responde às angustias que os devoram por dentro. Em última análise, apodrece suas almas, permitindo que justifiquem sua própria mesquinhez e cobiça, até o ponto de pensarem que são virtudes e que as portas do céu se abrirão para os infelizes como eles, que passam pela vida sem deixar outro rastro se não suas toscas tentativas de depreciar os demais, de excluir e, se possível, destruir quem, pelo mero fato de existir, evidencia sua pobreza de espírito, de mente e de valores.”

Conhece Zafón? Fico feliz disso, eu indico a todo mundo. Se não conhece está perdendo tempo, há comédia, romance, drama e muito, mais muito mesmo, mistérios nessas história.

E sabia que a Suma relançou os livro… estão lindos e eu já adquiri todos ♥ minha coleção esta lindissima.

Venha se apaixonar por esse best seller espanhol. Logo mais trago a resenha dos próximos livros.

Conheça um pouco os lugares de Barcelona que O Jogo do Anjo percorre.

Ficha Técnica:selo-parceiro_2016
Autora: Carlos Ruiz Zafón
Páginas:517       Ano: 2017
Skoob: O Jogo do Anjo ( O Cemitério dos Livros Esquecidos II)
Onde comprar:  Amazon// Saraiva

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JuTorres

Estudante de Psicologia, paulista. Fascinada por série, filmes, livros e um bom rock...Colaboradora Oficial desde setembro/ 12. No Twitter pessoal @jupsique

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Um comentário para “Resenha de O Jogo do Anjo, @Suma_BR”

Paty Vahl

Tenho uma mega vontade de ler essa série do Zafón, parece ser realmente boa! Adorei a resenha!!

Beijinhos da Paty ;)

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