Resenha de O Castelo de Vidro, @GloboLivros

por há 4 semanas e 88 leituras

Best-seller mundial traduzido para mais de trinta idiomas e adaptado para as telas em uma superprodução, O Castelo de Vidro reúne as memórias da jornalista Jeannette Wall. Depois de anos escavando a intimidade alheia, aqui ela desnuda um passado no qual teve de lutar para sobreviver à negligência dos pais disfuncionais. A autora narra as mais duras experiências de privação, humilhação e exclusão, sem esconder uma ponta de afeto pelas inusitadas justificativas para o desajuste social que seus pais interpretavam como liberdade.
Marginais por opção, contraditórios e controvertidos, os Walls são retratados com lirismo, humor e lucidez — mas sem qualquer traço de piedade —, numa narrativa biográfica que mescla absurdo e beleza de uma maneira raramente alcançada nas mais fantasiosas obras de ficção.

“Era uma antiga iúca. Estava em um trecho de terreno onde o deserto terminava e a montanha começava, criando um túnel de vento. Desde que era muda pequena,  ela havia sido tão açoitados pelo vento que, em vez, se tentar crescer na direção do céu, crescera na direção que o vento empurrava. Ela existia em um estado de sopro permanente,  tão curvada que parecia prestes a tombar, embora suas raízes estivessem bem fincadas. “

Em O Castelo de Vidro, conhecemos uma família disfuncional. Família disfuncional é uma família em que os conflitos, a má conduta e muitas vezes o abuso por parte dos membros individuais ocorrem continuamente e regularmente, fazendo com que outros membros acomodem-se com tais ações. Às vezes, crianças crescem em tais famílias com o entendimento de que tal tipo de convívio é normal.

O pai alcoólatra e a mãe uma artista fracassada, ambos vitimas na infância. Começarei a resenha defendendo ou melhor explicando o comportamento dos dois ao longo da história, Rose Mary era reclusa na infância, tinha a vida cronometrada e tabelada pela mãe, foi obrigada a se formar em pedagogia pois quando fracassasse como pintora teria o que comer… Bom, desejo esse conquistado.  Rex teve o oposto, pais alcoólatras e abusos físicos, psicológicos e sexuais… As vezes nos tornamos nosso maior pesadelo.

“Mamãe sempre dizia que as pessoas de preocupam demais com os filhos. Sofrer na juventude era bom para você, ela dizia. Imunizava seu corpo e sua alma, e por isso ela nos ignorava quando chorávamos. Preocupar-se demais com crianças que choram apenas encoraja, ela nos dizia. É reforço positivo de comportamento negativo.”

Uma história pesada, porém a realidade de milhares de crianças.

Com três anos Jeannette se queima ao preparar o almoço… queimaduras de 3° graus, enxertos de pele,  e a pequena alegre por descobrir o sabor de uma goma de mascar, felicidade de ter várias refeições ao dia. Ao longo das história inúmeras mudanças de residencia e situações de negligencia, descaso, mas nunca falta de amor.  Mas quanto o amor pode suportar?

Nesse livro é nítido o abuso de todas as formas, e a fagulha de esperança mantida com a promessa do castelo de vidro no deserto, o tão sonhado lar Wall.

“- Para onde estamos indo, papai?- perguntei.
-Qualquer lugar aonde chegarmos. “

Eu aconselho a todos lerem esse livro, pais, professores e filhos, quem não gosta de ler pode assistir o filme, tenho certeza que serão melhores depois dessa história.

Resiliência capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas. 

Aprendi com esse livro a força dessa palavra, cada vez que os irmãos apoiavam e tomavam para si a responsabilidade dos pais, eu pensava pqp, aqueles 5 anos na faculdade não me deixaram preparada para ouvir essa história e não julgar, não me questionar. Leiam, quem está com a lista cheia NÃO IMPORTA coloque O Castelo entre os próximos e veja o valor do amor, da vida…da família.

Ficha Técnica: 
Autora: Jeannette Wall
Páginas:336       Ano: 2017 (2ª Edição)
Skoob: O Castelo de Vidro
Onde comprar:  Amazon// Saraiva

JuTorres

Estudante de Psicologia, paulista. Fascinada por série, filmes, livros e um bom rock...Colaboradora Oficial desde setembro/ 12. No Twitter pessoal @jupsique

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Um comentário para “Resenha de O Castelo de Vidro, @GloboLivros”

Patricia Vahl

Esses livros são realmente fortes, acredito que todos deviam uma vez na vida ler um livro nesse estilo. Gostei muito dessa premissa e com certeza ele vai para a minha lista!

Ótima resenha Ju!

Beijinhos da Paty

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