Resenha de D’votion, Editora PL

por há 3 meses e 153 leituras

As ruas de Grays Harbor escondem um assassino. Mulheres jovens estão morrendo e sendo abandonadas pela cidade. Mas, o agente do FBI, Hector Parker, está disposto a fazer de tudo para identificar o assassino. Porém, uma das mortes o destruiu: Evangeline Parker, grávida de cinco meses. Uma nota junto ao corpo de sua amada esposa: Eu sei que está atrás de mim, mas jamais me encontrará. Eu sei quem você é, mas não sabe quem eu sou. Então, ele jurou vingança.

“Eu sei que está atrás de mim, mas jamais me encontrará. Eu sei quem você é, mas não sabe quem eu sou.” As investigações os levam até a Boate D’votion, onde um clube BDSM funciona nos seus andares superiores. O dono, Marcus King, e os outros membros do clube, se tornam os suspeitos do FBI. Oito mulheres já foram mortas. O FBI precisa encontrar o assassino, antes que ele encontre a sua próxima vítima.

É apaixonada que se diz? Então é assim que me sinto por Julie Lopo com o seu D’votion. Devorei o livro em poucos dias (uma semana, para ser mais exata). E a cada página virada, uma necessidade de ir mais à frente. De seguir as pistas e descobrir o assassino ou quem será a próxima vítima.

Julie Lopo nos apresenta o mundo BDSM (o mesmo mundo de Christian Grey), porém a protagonista é uma mulher linda, decidida e dona do seu próprio nariz, Nataly. Irmã de Marcus King, que é dono da boate D’votion, ela ficará na teia de vários assassinatos de vem acontecendo na cidade. E pelas características das mortes, tudo leva a crer que o assassinato seja frequentador da boate. Poderia Nataly ser a próxima vítima?

“Agarro o seu pescoço decidido a acabar com isso. Não é só pelo meu prazer: o seu castigo por me deixar é dar o seu último suspiro. Aperto a sua garganta, enquanto continuo a penetrando. Os gritos acabam e ficam apenas os barulhos da busca por ar, que me excitam mais ainda e decido acabar com tudo.”

Quando se é leitora do gênero erótico você pode imaginar que todos os livros são quase iguais. Mero engano. Cada um tem a sua particularidade, e esse tem a sua. Erotismo + suspense = ótimo livro. Lopo conseguiu fazer a união sem deixar os outros elementos de lado. A sua escrita flui ao longo da história. É como se você estivesse vendo um filme legendado. É possível visualizar as cenas através de cada parágrafo, e de cada parte do livro, já que as partes são intercaladas, hora é Nataly ou o agente Hector Parker, hora é o assassinato, e tudo bem dividido pela excelente diagramação (páginas pretas com passos). Por falar nela, palmas para o projeto gráfico, ficou lindo. Ah, a capa também. ;>

Voltando para a história, D’votion é aquele livro que se pega e não larga mais até descobrir, ou seja, é o livro da madrugada, é o livro “só mais uma página”, é o livro “vou terminar esse capítulo” e quando termina você está com aquela ressaca. Boa notícia: esse é o primeiro da série e eu já estou aflita querendo ler o segundo. Doida para conhecer a história de Joana.

“Dizem que quando estamos perto da morte, a nossa vida passa diante dos nosso olhos. A cada golpe com a cane em sua pele, Joana se sentia assim: como se pudesse ver os seus vinte e dois anos em apenas poucos segundo. Ela sabia que o motivo de estar ali, com a pele sendo brutalmente cortada, deve-se à suas escolhas, mas, mais do que isso, deve-se à sua infância.”

Obrigada, Julie Lopo por nos conceder essa maravilha de escrita, por me fazer madrugar e trabalhar com olheiras. kkk

Ficha técnica:

Autora: Julie Lopo

249 páginas 

Ano: 2016

Skoob: D’votion (livro 1)

Onde comprar: Amazon   Cultura

Beijocas no coração

Mari Felix

 

 

 

Mari Felix

Jornalista, carioca, casada, mãe de dois filhos, admiradora de filmes, séries, livros e exposições. É uma romântica incorrigível, que chora até com filmes de comédia. Colunista na área de Filmes desde Fev/2015. No twitter pessoal . No Instagram pessoal .

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