Resenha de Dias de Despedida, Editora Seguinte

por há 7 meses e 274 leituras

Sinopse: Cadê vocês? Me respondam. Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?

 

Hey pessoas! Então, eu recebi mais uma cortesia da Editora Seguinte e eu reservei um tempinho para ler e me deprimir com a história de Carver. Dias de Despedidas, de  Jeff Zentner é o que vamos falar agora. Um belo livro para se iniciar as leituras do mês.

Carver tinh três melhores amigos, que era tudo para ele. Ao longo da vida experimentamos vários tipos de amizade, mas nada se compara à adolescência, onde todos os sentimentos têm uma intensidade muito maior. Conversar com os pais ou a família nunca é tão importante como estar com sua turma e as brincadeiras que só vocês entendem. Caver tinha a Trupe do Molho. Os quatro amigos inseparáveis que ninguém mais entrava para a turma.

De repente, Carver tem que lidar com o velório dos seus três amigos, da Trupe do molho, agora só resta ele. Para piorar as coisas, há ainda a culpa: ele estava trabalhando, por isso não estava no carro. Mas também por isso mandou uma mensagem apressando os amigos atrasados. Houve um acidente, os três morreram e foi encontrado com o motorista o celular respondendo a mensagem recebida.

Toda a cidade está em luto com a perda de três jovens talentosos e queridos, sem falar em suas famílias. Mas não é só com isso que Carver precisa lidar, ele precisa lidar com a acusação das pessoas e do juiz, pai de um de seus amigos, que acham que ele deve ser responsabilizado criminalmente pelo ocorrido.

Pois é, absurdo né? Aqui eu preciso fazer uma pausa para desabafar com vocês. Quem me segue no Instagram talvez tenha visto meu post de revolta com isso. A não ser que você esteja lendo um livro distópico ou de fantasia, as coisas precisam ter lógica, senão o leitor não consegue assimilar aquela situação como verdadeira ou minimamente esperada se essa situação existisse de fato.

O que acontece aqui é que até certo ponto da história era justo imaginar que as pessoas, leigas em assunto de lei, quisessem por a culpa nele, tem sua lógica, embora fosse injusto; achei um pouco estranho um juiz insistir em crime nisso mas segui em frente até a hora que Carver procura um advogado e o ele mostra para Carver que sim, a lei dá brecha para sua condenação por HOMICÍDIO CULPOSO. Meu, eu briguei com o autor em voz alta, te juro.

Isso porque tem uma coisa que chamamos de nexo de causalidade, que é relação entre a ação do indivíduo e o fato ocorrido. Porém, tudo isso tem que sofre uma análise de razoabilidade porque, se não for assim, daria para punir, por exemplo, a mãe de um assassino pelo simples fato de ela ter dado à luz a ele, levando em conta que se ele não tivesse nascido, não teria matado ninguém e por sua vez a avó dele também e vamos retornando até chegar a Adão.

O fato do garoto mandar uma mensagem tem muitas variáveis, ele poderia não responder, pedir para alguém responder etc., talvez pela minha formação isso tornou muito difícil a leitura por eles levarem isso tão a sério. Poxa, o garoto estava dirigindo a 110 km/h e bateu na traseira de um caminhão e agora a culpa é do Carver? Com advogados e juízes levando isso a sério? Espero que o Zentner não tenha estudado direito penal.

Enfim, desabafo feito e pondo de lado esse ENORME FURO,  o livro é muito tocante. Alheia a tudo isso, a avó de um dos amigos só quer seguir em frente e convida Carver para organizar um dia de despedida para seu neto, onde farão tudo aquilo que ele gostava e falarão muito dele e ela quer muito que Carver participe, afinal era seu melhor amigo, mas Carver não sabe se consegue.

Com o apoio de sua família, da avó de Blake e da namorada de Eli, ele tenta seguir em frente, fazendo as coisas que o amigo fazia, tentando fazer os outros rirem e as lembranças dos outros meninos vão surgindo, Carver e a família deles precisam dessa despedida e o autor faz isso de uma maneira que toca nosso coração, de maneira sensível. É uma lembrança de que estamos vivos, que o sol nasce independente de quem morre e que precisamos lidar sim com a dor, mas que também que precisamos seguir em frente, sempre, por que a saudade e as lembranças estarão sempre presentes, não importa quanto tempo passe.

Eu acho que esse livro não é muito sobre o que falar, mas sobre sentir. Vamos sentindo as despedidas, sentido eles seguindo em frente apesar da dor, fazendo novos amigos e percebendo que devem isso aos que se foram, continuar uma vida que eles não tiveram oportunidade de viver.

Bom, eu acho que você devia ler Dias de Despedida, principalmente se você não tiver estudado direito penal, porque você nem vai precisar passar raiva sobre questões técnicas básicas (kkkk, eu superei essa parte – ou pelo menos tento).

Essa foi a MINHA opinião, conta a SUA pra mim? Curta, comente e compartilhe. Te vejo depois do próximo “fim”.

Minha nota para esse livro é de CINCO Smileys!

 

Ficha Técnica:
Autor: Jeff Zentner
Editora: Seguinte
Ano: 2017
Páginas: 392
Skoob: Dias de Despedida
Onde Comprar: Saraiva, Livraria Cultura, Amazon

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amanda

Hey pessoas! Sou Advogada, tenho 23 anos, Sul-mato-grossense, Nerd assumida, amante de livros, música clássica e rock; mais falante que o burrinho do Shrek e incapaz de deixar uma sala em silêncio por mais de 1 min - pelo menos dizem que sou engraçada, vai saber. Não sou hiperativa, mas tô quase lá! Ah e por fim, uma romântica incorrigível - não aceito final triste em livros, NEVER - #Feliz :D

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