Resenha de Anna Kariênina, @cialetras

por há 2 meses e 130 leituras

“Toda a diversidade, todo o encanto, toda a beleza da vida é feita de sombra e de luz”, escreve Liev Tolstói no romance que Fiódor Dostoiévski definiu como “impecável”. Publicado originalmente em forma de fascículos entre 1875 e 1877, antes de finalmente ganhar corpo de livro em 1877, Anna Kariênina continua a causar espanto. Como pode uma obra de arte se parecer tanto com a vida? Com absoluta maestria, Tolstói conduz o leitor por um salão repleto de música, perfumes, vestidos de renda, num ambiente de imagens vívidas e quase palpáveis que têm como pano de fundo a Rússia czarista.
Nessa galeria de personagens excessivamente humanos, ninguém está inteiramente a salvo de julgamento: não há heróis, tampouco fracassados, e sim pessoas complexas, ambíguas, que não se restringem a fórmulas prontas. Religião, família, política e classe social são postas à prova no trágico percurso traçado por uma aristocrata casada que, ao se envolver em um caso extraconjugal, experimenta as virtudes e as agruras de um amor profundamente conflituoso, “feito de sombra e de luz”.

O livro começa com  

“Todas as famílias felizes se parecem. Cada família infeliz é infeliz a sua maneira.” 

E assim somos convidados a conhecer inúmeras particularidades da infelicidade, Tolstói tinha em mente que o livro se chamasse Duas Familias ou algo parecido, as editoras também tinham poder na época e modificaram para Anna Karenina. No prefacio escrito por Rubens Figueiredo há uma baita explicação sobre tudo isso e sobre a construção dos personagens, uma mistura de D. Pedro I e muito dele próprio no personagem Liêvin. 

Anna Karienina foi cortesia da editora seguinte, juro que quando peguei o livro em mão pensei, pqp porque diacho pedi ele, e se eu não consegui ler… por conta desse medo bobo, posterguei a leitura, e me arrependo muito, pois me encantei com a escrita. 

De uma maneira descontraída a história começa a correr por entra nossa corrente sanguínea, e quando você percebe está nas ultimas páginas. Não é a toa a fama do autor, um livro viciante, que traz a dualidade da história para sua mente. 

Se não assistiu o filme Anna Karienina, aconselho que veja. 

O tema central desse livro é adultério, como a frase inicial sugere. Anna é casada com um homem mais velho, e acaba sendo chamada pelo irmão para ajudar na “reconciliação” de seu casamento. O problema é que ela une o casal, ops esse não é o problema,rs. O problema é que ela se envolve com o Vronsky, um rapaz lindo que traz animo a sua vida. 

Diferente do filme, no livro vemos uma mulher mimada, que largou mão do relacionamento só para rejuvenescer, ela fecha os olhos e se joga de cabeça em qualquer coisa que se envolva, aquela ideia de 8 ou 80. 

E do outro lado tem Lievin, um personagem incrível responsável pela família feliz. No começo não damos nada por ele, mas ao longo da história vemos crescendo o amor. A cena do “quando você disse não era para sempre?” é linda.

Se tem dúvidas se consegue ler um clássico, pegue esse… você vai entender tudo e se apaixonar ♥ 

Ficha Técnica:
Autora: Liev Tolstói
Páginas:808       Ano: 2017
Skoob: Anna Kariênina
Onde comprar:  Amazon// Saraiva

JuTorres

Estudante de Psicologia, paulista. Fascinada por série, filmes, livros e um bom rock…Colaboradora Oficial desde setembro/ 12. No Twitter pessoal @jupsique

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