Quinze dias, resenha, @GloboAlt

por há 2 meses e 174 leituras

“Sinopse:

Felipe está esperando esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai botar em prática.

Mas as coisas fogem um pouquinho do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele não voltam de uma viagem. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho.

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.”

Felipe está passando por um momento cheio de inseguranças – comuns à todos nós – e isso já cria aquela empatia com nosso protagonista que possui características bem construídas. E ele é, de cara, um amigo que eu gostaria de ter e abraçar.

Além disso, todos os sentimentos e emoções dele são pertinentes e reais (aqui, Quinze dias,  já me ganhou na leitura) e o autor nacional Vitor Martins (que ainda não conheço demais trabalhos) superou todas as minhas expectativas que eram bem rasas.

E é nessa vibe que o livro se desenrola com tranquilidade – cujo tamanho, para leitura rápida (200 páginas) é perfeito.  Agradável, o livro vai contando detalhes da vida de um garoto de 17 anos que anseia pelo último dia de aula e o fim da “tortura” chamada Escola. Aqui é abordado o tema bullying de forma bem simples e clara, que gostei bastante de ler.

Bullying – Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. 

MAS,  não é só isso que Felipe narra. Os seus quinze dias de férias estão prontos para se tornarem inesquecíveis já que o vizinho gatinho vai passar em sua casa. Isso mesmo, Caio chega e com ele uma lição de aceitação e amor próprio.

“Ele parece um labrador viajando de carro numa estrada, com a cabeça na janela e a língua pendurada para fora.”

Então, é assim que a vida de Felipe muda, pois com a ajuda de Caio e suas amigas, ele aprende a lidar com sua timidez e insegurança, descobrindo a alegria de que pode SIM ser amado da forma como ele é!

Um livro GLBT fofo, acolhedor e perfeito para ler nessas férias. Um romance gostosinho que ainda vem repleto de referências bacanas ao longo de suas páginas. Recomendo muito para o público adolescente e dou 4 estrelas!

“1. …Então a magreza não é um prêmio que se ganha na loteria da vida e garante felicidade eterna.” /

“2. …Mas ainda assim que queria alguém que me chamasse de vida e me convencesse a entrar na piscina e dissesse que me ama baixinho…”

“3. …provavelmente nem percebeu tudo que acabou de acontecer aqui.”

Vou deixar o vídeo onde o autor lê o primeiro capítulo, olha só:

Bjokas e obrigada!

 

Título: Quinze dias

Autor: Vitor Martins

Editora: Globo Alt

Páginas: 208 – SKOOB

Ju Lund

Escritora, graduanda em Artes Visuais,Téc. em turismo e hotelaria, gaúcha de Pelotas que adora assistir muitos filmes e séries de tv. Viciada em Lit. Fantástica. Fundadora do site (em 04/10) e Editora Chefe deste Portal. No Twitter @aJuLund

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