O Veredicto de Chumbo, de Michael Connelly. Resenha.

por há 6 anos e 227 leituras

Vejam a capa, a sinopse e minha resenha do livro Veredicto de Chumbo (The Brass Veredict), de Michael Connelly.

Sinopse:

“Depois de dois anos muito difíceis, o advogado Mickey Haller finalmente vê se apresentar, ainda que de forma amarga, a oportunidade de uma volta por cima. Com o assassinato de seu antigo colega Jerry Vincent, Haller herda um caso de grande importância: a defesa de Walter Elliot, o cabeça de um grande estúdio de cinema, acusado de matar a esposa e o amante dela. Os holofotes são garantidos, bem como o reconhecimento em caso de êxito. A contrapartida é o risco: Haller logo percebe que herdou também a inimizade do assassino de Vincent, e que pode muito bem se tornar sua próxima vítima. É quando entra no jogo o detetive Harry Bosch. Determinado a capturar o assassino, Bosch abraça a oportunidade que surge à sua frente. Sabe que o advogado é uma isca perfeita para que alcance seu objetivo e, mesmo procurando protegê-lo, não hesita em lançá-lo como peça chave de seu esquema. No entanto, e apesar da convivência inicial marcada pela desconfiança mútua, os dois homens logo perceberão que têm de se ajudar se quiserem atingir o que pretendem. Haller sabe que tendo Bosch como aliado, poderá estar de frente com sua única opção de solucionar o caso e se manter vivo”.

Resenha:

O livro Veredicto de Chumbo, ou The Brass Veredict, foi escrito pelo americano Michael Connelly, autor de vários romances policiais. Os mais famosos são protagonizados por Hieronymus “Harry” Bosch (são 18 livros lançados sobre o policial, mas apenas alguns foram lançados no Brasil). Seus livros já foram traduzidos para 35 línguas diferentes e suas obras lhe renderam várias premiações. Com o protagonista de Veredicto de Chumbo, são quatro livros lançados nos USA, mas apenas dois no Brasil, entre eles “O Poder e A Lei” (The Lincoln Lawyer), que virou filme em 2011.

Agora, vamos ao livro. A história começa em 1992, durante um grande julgamento no qual Michael Haller trabalha na Defensoria Pública e Jerry Vincent atua na Promotoria. A primeira frase do livro resume o que Haller pensa sobre o sistema judiciário: “Todo mundo mente”. E assim, é apenas uma questão de saber qual mentira deve ser usada para aniquilar seu oponente e ganhar o veredicto favorável.

“Todo mundo mente.
A polícia mente. Os advogados mentem. As testemunhas mentem. As vítimas mentem.
Um julgamento é uma competição para ver quem mente mais. E todo mundo no tribunal sabe disso. O juiz sabe. Até o júri sabe. Os jurados entram no prédio sabendo que vão ouvir um monte de mentiras. Eles se sentam em seus lugares na bancada e concordam em ouvir mentiras.
O segredo para quem está sentado à mesa da defesa é ter paciência. Esperar. Não por uma mentira qualquer. Mas por aquela que você pode agarrar e malhar como um ferro em brasa até transformar numa espada afiada. Depois usar a espada para rasgar o caso no meio e ver as tripas esparramando no chão.
Esse é o meu trabalho: forjar espadas. Usá-las sem dó nem piedade. Ser a verdade num lugar onde todo mundo mente.”

Depois de um avanço no tempo, estamos em 2007, quando Mike pretende voltar ao trabalho como advogado de defesa criminal lentamente, com casos pequenos, depois de um ano afastado da profissão (no livro explica direitinho o motivo, então só lendo para saber o motivo de seu afastamento). O problema é que as coisas nem sempre acontecem como a gente planeja e com o assassinato de Jerry Vincent, Mike ganha sua carteira de clientes com todos os casos abertos, inclusive o de Walter Elliot, presidente e dono de um grande estúdio de cinema acusado de matar a esposa e o amante. Agora Haller está à frente do que está sendo Julgamento da Década! Mas, será que ele está realmente pronto para voltar? Além de toda pressão de um grande julgamento, Mike se vê envolvido na investigação do assassinato de Vincent, já que seu assassino parece estar atrás de seu sucessor!

É aí que entra em ação Harry Bosh, detetive de homicídios (personagem principal em outros livros do autor) que investiga o assassinato de Vincent e as recentes ameaças a Mike.

A partir daí, o autor nos leva para dentro do mundo dos julgamentos, envolvendo o leitor desde a preparação das testemunhas, a escolha do júri e o julgamento em si. Tudo isso em meio à caçada ao assassino de Jerry Vincent.

Um ótimo livro de tribunal, cheio de suspense! Recomendo!!!

Xero!!!

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CrisGomes

Casada; paraibana; viciada em doces; tímida; louca por livros.
Já vivi mil vidas através dos livros… ;)

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5 comentários para “O Veredicto de Chumbo, de Michael Connelly. Resenha.”

JuLund

No mínimo inusitado! :) Bela resenha!

    CrisGomes

    Obrigada, Ju!
    O livro é muito bom, gosto da mistura suspense + policial + tribunal. Para quem gosta, é uma boa dica! :)
    Xero!!!

FranFlores

Acho que iria adorar estes livros. Só não daria a Harry o lugar ocupado pelo detetive Poirot da Agatha Christie. rs
Adoro acompanhar um detetive, o que parece ser o seu caso também.
Gostei desta mistura entre mistérios, julgamentos e assassinatos. Tem tudo para me agradar.
Vou buscar mais informações sobre o livro.
Beijos.

    CrisGomes

    Oi, Fran!
    Eu gosto mesmo de acompanhar um bom detetive e gosto muito do Poirot (o que me lembra que faz muito tempo que não leio nada da Agatha Christie).
    Que bom que você gostou da dica! :)
    Xero!!!

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