O Martelo de Thor, @Intrinseca

por há 9 meses e 310 leituras

Sinopse: Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina.
Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking.
Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.

O einherjar Magnus Chase, filho de Frey se vê em mais uma confusão em O Martelo de Thor, sua missão? Recuperar o Martelo de Thor e evitar o casamento da Valquíria Sam (sua quase melhor amiga).

Era de se esperar que Thor fosse um grande Deus Nórdico e conseguisse recuperar o Mjölnir sozinho, porém ele não passa de um deus descansado e peidorreiro (sim isso mesmo).

“O problema dos deuses é que não dá para simplesmente estapeá-los quando eles agem como idiotas. Eles só vão revidar com outro tapa e matar você.”

Então cabe a Magnus descobrir onde o martelo se encontra e impedir (mais uma vez) o Ragnarok (o fim do mundo). Para isso ele precisa da ajuda de seus amigos Blitz ( um anão) e Hearth (um elfo), porém ele descobre que existe uma profecia (oh shit!) que diz que Blitz irá morrer com um rio de sangue! Hearth não quer arriscar, mas eles se veêm sem outras opções.

Neste livro somos apresentados a Alex, outr@ filh@ de Loki (como Sam), Alex é uma pessoa de gênero fluido isso quer dizer que ela troca de gênero aleatoriamente, e ela/ele assumiu seus poderes e não se deixa controlar por Loki.

“Essa coisa do gênero não foi o que me surpreendeu. Uma porcentagem enorme dos adolescentes sem-teto que eu conheci teve um gênero atribuído ao nascer, mas se identificava com outro, ou sentia que o binário garoto/garota não se aplicava a eles. Eles iam parar na rua porque, pasmem, suas famílias não os aceitavam. Nada mais amoroso do que jogar seu filho não heterossexual na sarjeta para que ele experimente abuso, drogas, altas taxas de suicídio e perigo físico constante. Valeu, mãe e pai!”

Eu amei essa inserção do Riordan, e pra quem conhece ele sabe que não é estranho ele abordar esse tipo de assunto, o mais interessante é que Loki não é pai da Alex e sim Mãe.

“-(…) eu não quero usar os mesmos pronomes o tempo todo, porque eu não sou assim. Eu mudo muito. Essa é a questão. Quando sou ela, eu sou ela. Quando sou ele, eu sou ele. Não sou elx. Entendeu?
-Se eu disser que não, você vai me bater?
-Não.
-Então não, não entendi muito bem.
-Você não precisa entender. Só, sabe, respeitar.
-A garota com o fio muito afiado? Tranquilo.
Ela deve ter gostado da resposta. Não havia nada de confuso no sorriso que me deu. A temperatura do escritório aumentou uns quinze graus.”

Temos muitas cenas de ação neste livro e também momentos muito fofos, como quando Sam conta ao seu noivo que é uma Valquíria filha de um Deus Nórdico. Eu comecei um ship neste livro também, mas não vou contar para não estragar ele, só dou uma dica:

“-Não há vergonha em sentir atração, Magnus.
-O quê? Não, eu não estava…
-Encarando? — Mestiço sorriu. — Sabe, os sacerdotes de Frey eram muito fluidos. Durante o festival da colheita eles usavam vestidos e faziam danças incríveis…”

O grande vilão é Loki, que quer se libertar a todo custo e para isso usa sua filha Sam e o tio de Magnus. Também conhecemos neste livro um pouco mais dos elfos, pois Hearth precisa recorrer ao seu pai para ajuda-los com a missão, e se querem saber não fiquei nada satisfeita em conhece-lo.

“Como é que se decidia que alguém era um caso perdido? Quando uma pessoa era tão má ou tóxica ou determinada a fazer as coisas do próprio jeito que tínhamos que simplesmente aceitar o fato de que nunca mudaria? Quanto tempo dava para insistir em salvar alguém, e em que momento desistíamos e sofríamos como se aquela pessoa tivesse morrido para nós?”

Posso dar um spoiler pra vocês? Então só continue se quiser lê-lo!

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

Quem acompanha todas as séries de Riordan sabe que além da série dos deuses nórdicos ele também está lançando uma trilogia sobre Apolo, (spoiler) ao final de O oraculo Oculto reencontramos a turma de Heróis Do Olimpo, e ao final de O Martelo de Thor uma frase me deixou frenética, e louca pelo próximo livro:

 Está na hora de você conhecer Percy.

Para tudoooo! Será que teremos um crossover no próximo livro de Magnus Chase? Ou no próximo de As Provações de Apolo? Só posso dizer que estou mega ansiosa!

MINHA NOTA

FICHA TÉCNICA

intrinseca-2016

Autor: Rick Riordan

Editora: Intrínseca

Páginas: 400

Ano: 2016

Skoob: O Martelo de Thor

Onde Comprar: Saraiva/Submarino /Amazon /Americanas

Beijinhos da Paty 😘

Paty

Pode me chamar de Paty, sou uma libriana sentimental e cabeça dura que gosta de escrever, Gosto de vampiros e anjos e tudo aquilo que me tira da realidade, livreira por vocação. Insegura e corajosa, nervosa e determinada, são as contradições que fazem de mim quem eu sou.

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