Cisne, Mundo Uno.

por há 1 ano e 208 leituras

Unificada e em paz, a Terra se dedicou à ciência e à exploração espacial, descobrindo Tarilian, um planeta habitado inesperadamente próximo. As relações entre os dois mundos iniciaram corteses, mas rapidamente uma rivalidade inútil se estabeleceu, minando a amizade entre terráqueos e tarilianos. Um infeliz incidente diplomático piorou ainda mais as relações interplanetárias; a solução para o impasse se encontra no Cisne, um veleiro movido a energia solar que é um dos mais avançados biolabs flutuantes do planeta. O Cisne é também o lar da família Melbourne: os pais, Doris e Henry, são os biólogos marinhos responsáveis pelo barco; os filhos são sua irriquieta tripulação. Sem saber que fazem parte de uma geração que decidirá o futuro do mundo inteiro, agora os jovens Melbourne precisarão dar o melhor de si para melhorar as relações entre Terra e Tarilian.

Assim que comecei a ler Cisne, tive uma feliz surpresa ao me deparar com situações extremamente engraçadas sendo relatadas dentro do grande veleiro Cisne. Imaginem só a confusão que não deve ser dentro deste navio cuja tripulação é uma família extremamente inteligente, cercada de ciência e sem deixar de ser uma família, bastante unida, apesar das brigas do dia-a-dia e muito carinhosa. Trata-se de oito filhos: os primeiros gêmeos Ted e Teo , de 16 anos, idênticos; o segundo par de gêmeos, Tim e Tom, de quinze anos; a bela Pam, de 14 anos, que não era gêmea, mas ganhou uma irmã de sua idade, Peggy, que foi adotada pelos Melbourne depois da morte de seus pais, e se encaixou perfeitamente à turma; Lis veio logo em seguida, tinha 13 anos; e o caçula, Bobby, de oito anos.

“(nos dias de tédio, os filhos se divertiam especulando o que teria acontecido naqueles anos para os pais não terem procriado o filho anual)…Eram uma turma unida e no geral bem humorada. Todos estavam acostumados a trabalhar em equipe no Cisne, um belíssimo veleiro solar a que chamavam orgulhosamente de nossa casa.”

Já no comecinho temos um bom panorama da personalidade de cada um dos Melbourne, e é realmente difícil não se encantar por eles, sua inteligência, sagacidade, humor, os diálogos, as pirraças, as preocupações, e a união. Me peguei morrendo de rir já no início, quando a autora conta das traquinagens de Tim e a implicância de Teo com ele. Com certeza todo mundo que tenha pelo menos um irmão ou irmã vai se identificar e quem não tem vai poder imaginar com precisão. ALERTA DE SPOILER! A tranquila rotina dos Melbourne é alterada pela expectativa dos resultados da melhor escola avançada de ciências conhecida tanto da Terra como de Tarilian, a Champ-Bleux, onde se formaram o Dr. Henry e a Dra. Doris, e os garotos estão realmente tensos com a expectativa. Porém com a chegada dos resultados, nos quais todos os filhos acima de 13 anos foram aprovados, uma nova tensão recobre a família Melbourne. Primeiramente pois com a aprovação deles para Champ-Bleux, vem uma enxurrada de novas informações como o fato de que  esta aprovação poderia não ter sido tão limpa assim e na verdade um mecanismo de outras pessoas para levar todos os filhos dos doutores Henry e Doris (exceto Bobby) simultaneamente para a escola, a ainda a descoberta de que há muitos segredos que os pais escondem dos filhos, inclusive habilidades mentais que alguns destes provavelmente herdariam. A unidade (turma de Champ-Bleux) também tinha uma conformação que os mentais (o casal Melbourne e outros 8 mentais) chamaram de Toque de reunir, pois segundo eles era uma turma bem explosiva, e de diferentes povos, entre terráqueos, extraterrestes, atlantes, superficianos, e ainda assim:

“O toque de reunir congrega mentes afins, com alta capacidade de interação e cooperação.”

Isso tudo, justo quando o Cisne receberia intercambistas Tarilianos e a estadia deles no Cisne poderia dificultar ou melhorar as relações com seu planeta de origem. A trama envolve bastante segredos, reviravoltas, e descobertas, sem perder as características que citei no começo. O bom humor principalmente se faz presente ao longo de todo o livro. O final é instigante e perturbador de certa forma, mas brilhante. O único ponto negativo desta leitura é a lentidão dos acontecimentos, descrições às vezes longas demais e até capítulos desnecessários que poderiam ter sido resumidos a uma página. Confesso que por diversas vezes quando me peguei nessas descrições longas eu só passava o olho e as pulava, por isso, dou 3 coroas e meia ao livro. tres coroas e meia

 

Ficha Técnica:

Autor: Eleonor Hertzog

Editora: Mundo Uno

Páginas: 726

Ano: 2014

Skoob: Cisne

Então por hoje é só pessoal, espero que tenham gostado da resenha e não se esqueçam de deixar um comentário me dizendo suas opiniões quanto ao livro! Abraços da Lívia!

Lívia

Hey, hey, hey! Sou estudante do ensino médio, leitora desde os quatro anos de idade, louca por livros, músicas, filmes, séries e animais. Tenho um pavor não muito secreto de spoiler (mas amo dar spoiler para os outros haha). Chorona de carteirinha, apesar de não gostar muito de histórias dramáticas (como eu sempre digo, de dramas já bastam os meus haha), mas amo romances misturados com outros gêneros.
Amo fadas, unicórnios e semelhantes, afinal meu gênero preferido para livros e etc. é fantasia *-*. Atualmente, dando uma de fangirl por qualquer coisa que seja interessante aos meus olhos e ouvidos!

Facebook Instagram Twitter Google+
Loading Facebook Comments ...
Loading Disqus Comments ...

Copyright 2010-2017 • Portal Literário JuLund • Todos os direitos Reservados

Desenvolvido por Studio Sigales