A culpa é das estrelas, resenha III, @intrinseca

por há 2 anos e 401 leituras

A Culpa é das Estrelas, John Green, Editora Intrínseca

Confira a minha resenha de A Culpa é das estrelas de John Green, feita especialmente para os dias dos namorados.

a culpa e das estrelas   Sinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.”

Antes de qualquer coisa a resenha a seguir contém spoiler, agora clique no player abaixo, e vamos lá.

Hoje vim falar de uma história de amor, sim, sim e todas as histórias no final sempre tem um romance, não!

Mas essa não é uma história qualquer, e daquelas que nos fazem cair em prantos, e nos fazem sentir dentro de nos mesmos o amor, sim o amor deixa de ser simples palavras e se torna concreto, entra dentro de você, e quando percebe quem é você afinal?

Bom nesse momento eu sou Hazel, muito prazer, tenho certeza de que todos já conhecem a minha história mas eu insisto em repetir ela.

hazel

A história de amor de Hazel Grace Lancaster é diferente de todas as outras, por que ela descobriu o amor por meio da dor, mas não uma dor comum, um rompimento ou um cara impossível, por meio da dor verdadeira afinal ela estava condenada a morrer não estava, tem dor maior que esta?

Acho q você não pode entender já que ainda não conhece o contexto da situação.

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O enredo da história é uma menina com câncer e devido a uma aparente depressão sua mãe a coloca em um grupo se apoio ,mas qual é o sentido de falar sobre câncer quando este esta acabando com a sua vida, para ela não tinha sentido algum, ela preferia mil vezes estar em casa com seu exemplar de “Uma aflição imperial”, o seu livro preferido do mundo inteiro que não muito diferente da sua realidade falava sobre uma garota com câncer, ela se sentia compreendida por ela e isso lhes deu uma conexão.

Mas não havia muito a fazer e ela foi ao grupo, que ironicamente ficava no centro do coração de Jesus – a igreja – lá todos se apresentavam e falavam sobre o seu câncer e como eram vencedores. Bem, foi lá que ela conheceu Augustus Waters, e por isso ela não esperava.

“O andar dele era tão cafajeste quanto o
sorriso. Ele parou na minha frente, mas manteve uma certa distância para
eu poder olhá-lo nos olhos sem ter de esticar o pescoço.
— Qual é o seu nome? — ele perguntou.
— Hazel.
— Não, o nome completo.
— Ahn, Hazel Grace Lancaster.”

E foi ai que tudo se iniciou, Augustus se encantou pelo jeito de Hazel, e logo ele criou uma conexão com ela. O relacionamento deles se iniciou como qualquer outro, assistiram um filme no primeiro encontro, que Hazel teve falta de ar, afinal ter câncer nos pulmões tinha isso como efeito colateral.

E passaram a andar mais juntos, adolescentes que eram, frequentavam juntos as sessões do grupo e passaram mais tempo um com o outro. O melhor amigo de Gus – que o influenciará a ir no grupo- as vezes estava junto com eles. E eles eram assim os jovens começando a se apaixonar.

“— Augustus — repeti, sem saber mais o que dizer.
Senti como se tudo estivesse crescendo dentro de mim, como se eu me afogasse numa alegria estranhamente dolorosa, mas não consegui dizer aquilo de volta. Não consegui falar nada. Só olhei para ele e deixei que olhasse para mim, até que ele assentiu, comprimiu os lábios, virou para o outro lado e encostou a cabeça na janela.”

Augustus enfim entendeu a paixão maluca e neurótica que Hazel tinha pelo livro de, conseguindo entender o quanto aquilo significava pra ela.  É claro como bons pacientes de uma doença incurável eles tinha lá seus benefícios, e na euforia de fazer a sua Hazel feliz, ele concedeu seu desejo dos gênios a ela, partindo para Holanda para conhecer Sr. Peter Van Houten , e desvendar as respostas de suas perguntas sobre o livro que tanto amava.

Só que as coisas nunca são tão simples e mais uma vez o câncer provou estar ganhando essa batalha. Hazel teve uma parada respiratória e estava agora no hospital. Mas Augustus já aprenderá a amar tanto aquela menina que não podia deixa- lá mais, e mesmo que ambos morressem ele ao menos tinha estado ali.

Ao sair do hospital ela sabia que não podia se deixar levar pelo romance, não era uma adolescente normal. Não podia se enganar ao ponto de se envolver assim, ela estava mal e bem ele, esta em remição no momento e ainda podia fazer muito, podia fazer aquilo que ele mais queria, ele podia fazer a diferença. Mas é claro que já era tarde demais para qualquer uma das partes desistir, afinal eles eram um só agora.

“— Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá? Meu pai inclinou a cabeça um pouquinho para
o lado, como se fosse um cachorrinho que acabou de ser repreendido. — Eu sou uma granada — repeti. — Só quero ficar longe das pessoas, ler livros, pensar e ficar com vocês dois, porque não há nada que eu possa
fazer para não ferir vocês; vocês estão envolvidos demais, por isso me deixem fazer isso, tá? Não estou deprimida. Não preciso sair mais. E não posso ser uma adolescente normal porque sou uma granada.”

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E com isso depois de muito questionarem, voam juntos para Holanda, e não, nada era como esperado, o autor que ela venerava a decepciona, mas ela encontra ali um porto seguro. Sim ela também esta perdidamente apaixonada pelo garoto da metáfora. E juntos descobrem que mesmo em meio a doença podem experimentar todas as formas de amar.

Mas eu disse que eles aprenderam a se amar por conta da dor não foi, e lá estava o jogo virou e a doença se ascendeu por inteira no corpo de Waters, quanto tempo ele teria afinal?

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E pois bem, isso que eu disse sobre a dor, quando a doença volta, eles permanecem juntos, ela o ajudou ficando com ele na fase da quimioterapia, ajudou ele a lidar com seus demônios, e olha que ela já tinha muitos demônios para lidar. Ajudou ele de todas as maneiras que podia existir até mesmo quanto lhe faltava seu próprio ar.

Mas essa história é diferente, eles não tem um felizes para sempre. Mas o felizes que eles conseguiram ter, muitos de nos nunca teremos.

“Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso. “

E nessa dia especial, eu queria dizer através dessa forma diferente de resenhar, que o amor é bem isso, o amor de verdade ele muitas vezes vem com a dor. Talvez não tão forte como  o dos dois adolescentes apaixonados e querendo ser apenas adolescentes, mas não podem pois o câncer já os condenou.

Amor é zelo, partilha, cuidado, dedicação, e dizer sim quando queria dizer não, e dizer não quando realmente é necessário, é segurar as mãos e não soltar jamais. E deixar de ser você pra ser ele e ao se fundir serem um só.

Bem era isso que Augustus Waters e Hazel Grace eram, uma só alma. E quer saber mais ele não só ensinou a amar como ensinou a viver e ensinou a morrer.

E no final ele conseguiu o que queria, ele fez uma grande diferença, não?!

Um dia dos namorados transbordando amor pra vocês!

Ah, e se você nunca leu ou assistiu a Culpa é das Estrelas, eu não acabei com a sua história com a quantidade de spoilers que eu deixei, ainda vale a pena conhecer a história, porque

“– Esse é o problema da dor – o Augustus disse, e aí olhou para mim. – Ela precisa ser sentida.”

Até a próxima! Bacio= D Fabi

Fabiana

(Colunista até 1/8/2016)Oie, eu sou a Fabi, Fabiana, Bibi, enfim como preferir ; D . Mamy de uma menina linda, Paulista, beirando os 30 ( e quase enlouquendo com isso), Secretária formada. Minha grande paixão, obvio : Livros!!! Viciada em uma boa série um ótimo filme, troco fácil a corrida no parque pela pipoca e cobertor. Sou uma romântica incurável, acredito em Contos de fada e em Felizes para sempre, ainda acredito que o amor pode desfazer toda a bagunça que fizeram nesse mundo aqui, enquanto isso não acontece prefiro a realidade dos meus livros!(Colunista até 1/8/2016)

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3 comentários para “A culpa é das estrelas, resenha III, @intrinseca”

Anastacia

Simplesmente apaixonada por essa história, por diversos motivos. Mas o principal é a certeza do Gus de querer viver a experiência com a menina que é uma granada pronta para explodir! amor é isso, insistir em estar juntos do jeito que for. AMEI a resenha Fabi, emocionante como a história. Bjs!!!

Luísa

Parabéns pr qm escreveu essa história, é muito emocionante e um dos motivos é que algumas coisas que aconteceram com eles tbm aconteceu cmgo, por isso parabéns pra qm fez isto e espero muito mais ainda!!!

Bianca Araujo Silva

Eu amei esse livro , quando eu começei a ler ñ consegui parar a história é linda . E eu hoje sou fã de Shailene Woodley e Ansel Elgort … E eu estou acompanhando o trabalho dos dois na saga Divergente

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