Alfaguara, lançamentos de Abril-2018.

por há 2 meses e 140 leituras

O elefante desaparece, de Haruki Murakami uma coletânea com dezessete contos de Haruki Murakami, um dos autores mais aclamados da literatura japonesa. O universo fantástico se abre mais uma vez.  Memórias inventadas, de Manoel de Barros nos medidos poemas em prosa deste livro, pequenas historietas recuperam, como pérolas buriladas, a poética e a ética de uma vida inteira: as infâncias de Manoel de Barros. E O orangotango marxista, de Marcelo Rubens Paiva, um bem-humorado, Marcelo Rubens Paiva que lança um olhar irônico sobre nossa própria sociedade e aborda uma questão fundamental: o que nos torna humanos.

O elefante desaparece, Haruki Murakami.

Com a mesma genialidade com que escreveu seus romances mais famosos, 1Q84 ou Crônica do Pássaro de Corda, por exemplo, Haruki Murakami usa esta coletânea de contos para tomar o senso de normalidade de assalto. Um homem vê seu elefante favorito desaparecer, dois recém-casados sofrem de uma fome avassaladora que os faz roubar uma lanchonete no meio da noite, e uma jovem mulher descobre que a forma de se livrar de um pequeno monstrinho verde pode estar ligada a seus próprios pensamentos: esses são apenas alguns dos contos que integram essa seleção de dezessete histórias. Por vezes assustador, por vezes hilário, O elefante desaparece é mais uma prova da habilidade que Murakami tem de ultrapassar as fronteiras da realidade — e de voltar carregando um tesouro.

 

Memórias inventadas, Manoel de Barros.

Memórias inventadas reúne três livros de Manoel de Barros de poesia em prosa. A ideia inicial proposta a Manoel era a de escrever as várias fases de sua vida, cada uma em um volume. Em 2003, ele publicou Memórias inventadas: a infância. Depois do primeiro livro da série projetada, o poeta percebeu, contudo, que a escrita da memória, a memória do poeta, teria que ser sempre a escrita de uma infância — imaginária, sim, porém enraizada na experiência vivida. As três idades do homem seriam três infâncias. A infância é seu manancial permanente de inspiração e trabalho.
Em 2006, saía Memórias inventadas: a segunda infância e, em 2008, Memórias inventadas: a terceira infância. A Alfaguara publica agora o conjunto, que possui notável unidade temática e formal. Na obra de Manoel de Barros, a dificuldade/ originalidade de elaboração da linguagem é, paradoxalmente, revestida de extrema simplicidade. Esse é o segredo de seu sucesso popular e do apreço que os especialistas têm por sua poesia.

O orangotango marxista, Marcelo Rubens Paiva.

O personagem desta história não é humano, mas é próximo de nós. Ele é um orangotango, mas não um orangotango qualquer. Capturado numa selva no Bornéu, separado da mãe ainda criança, foi enviado a um laboratório no interior de São Paulo, onde teve seus comportamentos estudados por uma tímida bióloga. Primeiro, aprendeu os princípios da linguagem de sinais. Depois, aprendeu a ler, à noite, sem que seus vizinhos de cela, ou os humanos ao seu redor, se dessem conta disso.
Tomou conhecimento dos grandes filósofos. Considerava-se um darwinista, que depois se transformou num marxista. Movido por um acesso de ciúmes, é transferido para um zoológico na região, onde convive com outros símios e, aos poucos, descobre a possibilidade de dois novos prazeres: a liberdade e o amor. Descobrirá, também, que o caminho para isso é a revolução.

JuTorres

Estudante de Psicologia, paulista. Fascinada por série, filmes, livros e um bom rock...Colaboradora Oficial desde setembro/ 12. No Twitter pessoal @jupsique

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