Review III – Thor Ragnarok

por há 4 semanas e 87 leituras

 Sinopse – Thor é preso do outro lado do universo, sem o seu martelo poderoso, e encontra-se numa corrida contra o tempo para voltar a Asgard e impedir Ragnarok, “a destruição do seu mundo e o fim da civilização Asgardiana”, que se encontra nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a implacável Hela. Mas, primeiro precisa sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra o ex-aliado e companheiro Hulk.

Título – Thor Ragnarok

País de Origem – EUA

Gênero – Aventura

Ano da Produção – 2017

Duração – 130 min

Classificação – 12 anos

Direção – Taika Waititi

Elenco – Chris Hemsworth, Cate Blnchett, Tom Hiddleston, Tessa Tompson, Mark Ruffalo, Idris Elba, Jeff Goldblum, entre outros.

Thor Ragnarok é o décimo sétimo filme da Marvel Studios e o terceiro filme solo do Deus do Trovão. Enquanto o primeiro longa Thor de 2011, era um filme sério e acelerado na apresentação de seu personagem principal, e principalmente na apresentação de Asgard e toda a sua mitologia, em 2013 veio o segundo filme Thor e o Mundo Sombrio. Porém novos problemas como um vilão genérico e pouco inspirado e uma fotografia muito escura. Eis que surge em 2017 um longa mais divertido e solto, sem se levar tanto a sério e apenas cumprir o seu papel, que é de divertir e entreter o telespectador.

Pra quem achava que o controle criativo da Marvel estava saturado, aqui está a prova que ainda não, embora a fórmula seja a mesma usada nos demais filmes, podemos ver a identidade do diretor Taika Waititi, que mantém o seu humor característico em suas produções. A grande sacada do diretor Taika, é aproveitar as características de cada personagem  e não procurar respostas ou esmiuçar questionamentos sobre eles. Mas apenas deixar eles seguirem a sua jornada, pelo prazer da aventura e do entretenimento do público, sem filosofias de caráter ou de obrigação.

Chris Hemsworth (Thor), abandona aquele esteriótipo de astro de filme de ação e assume um lado mais cômico, que combina bem mais com o seu papel no longa, e com isso suas cenas melhoram incomparavelmente em relação as suas outras aparições do mesmo personagem. Mark Ruffalo (Hulk), aproveita pela primeira vez seu tempo em tela e mostra seu lado de tanque incontrolável, sem se autoquestionar.

Cate Blanchett (Hela) está irreconhecível e assustadora e as vezes até ganha um ar meio maniaca ou seja, realmente uma ameaça a ser combatida. O elenco de apoio de Thor Ragnarok supera as expectativas e Jeff Goldblum (Grande Mestre) brilha e merece um destaque especial, afinal suas falas lentas e sua forma de tratar os demais personagens é incrível.

Para completar ainda tem um lado ameaçador, como se ele fosse uma bomba relógio pronta pra explodir a qualquer momento. O diretor Taika Waititi (Korg), empresta a sua voz a um gigante de pedra, imponente e forte, dono de um CGI de muita qualidade e principalmente a dublagem na qual o personagem passa, que é de muito bom gosto, afinal a voz do diretor Taika combina muito com o tom e a forma do personagem.

Dono de uma fotografia colorida, com cenas memoráveis, efeitos especiais de ótima qualidade, CGI impecável e, claro, cenas de ação pirotécnicas de extrema qualidade. A trilha sonora repleta de clássicos do rock, tais como: Queen, Deep Purple, Pink Floyd, Guns N’ Roses, Metallica entre outras bandas, compõem a trilha do longa e todas funcionam muito bem com o filme.

Um dos grandes problemas do longa é querer ser maior do que ele mesmo e com isso se mostra frágil.  Somamos isso a um time de heróis que não funcionam como time, apenas possuem lampejos de heroísmo e, claro, ficamos com a sensação de que Hela foi pouco utilizada durante o longa, afinal sua ameaça poderia ter sido mais explorada.  Um dos pontos altos do filme é a quantidade de referencias que ele possui e, com certeza, vai deixar qualquer fã arrepiado na sala do cinema.

É notável que a formula da Marvel vem produzindo sucessos desde 2008 com o seu Homem de Ferro, mesmo sabendo que de uma fase para outra existem pequenos ajustes na receita, seja no tom, na fotografia ou até mesmo no roteiro. Mas de modo geral a receita segue a mesma sempre parecendo que, desde de 2014 com o seu Guardiões da Galáxia, eles entenderam que pode haver espaço para novas fontes criativas sem desrespeitar as obras originais.

Thor Ragnarok é um bom começo que respeita a obra original, mas dá espaço para novas formas de pensar e até mesmo se torna mais ousado dentro de um ambiente tão controlado pela Marvel. Uma vez dito isso entende-se que  a Marvel sabe do desgaste da sua receita e que já começa a testar novos caminhos e saídas para seus futuros projetos.

De 0 a 5 Thor Ragnarok leva 4;

 

2 comentários para “Review III – Thor Ragnarok”

Mari

Nossa! Arrasou! Adorei a sua resenha. Objetiva e entendedora. ^-^

Paty Vahl

Esse filme já tá na minha lista desde lançado (tô maratonando os filmes Marvel em ordem)! Adorei a tua resenha e fico feliz em saber que ele foi puxado um tanto mais para o cômico.

Beijinhos da Paty

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