Review de Estrelas Além do Tempo

por há 7 meses e 224 leituras

Sinopse:

“No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia, durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação.”

Ficha técnica:

Data de estreia: Fevereiro de 2017

Direção: Theodore Melfi

Atores: Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monáe, Kevin Costner

Gênero: Drama, baseado em fatos reais

Assisti, no Cineflix do Shopping Pelotas,  a mais um filme concorrente ao Oscar em três indicações, Estrelas Além do Tempo.

Trata, em seu teor, sobre o racismo nos EUA na década de 60. Baseado em fatos reais e no livro Hidden Figures, conta a história de três matemáticas negras, que enfrentaram não só o preconceito sexual como também o racial.

É ambientado em 1961, na Virginia, EUA, quando a NASA corria atrás do programa espacial soviético, para pôr em órbita os astronautas John Glen e Alan Shepard, entre outros.

Mulheres que tinham a habilidade do cálculo já eram recrutadas desde a Segunda Guerra Mundial pela aeronáutica. Mas havia o setor das mulheres coloridas, bem separado das brancas. E é nesse setor que se encontravam três mulheres inteligentíssimas e que não se acomodavam nem se calavam perante o preconceito, Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Doroty Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe).

Temos que lembrar que no ano passado a comunidade se voltou contra o Oscar tendo em vista a não presença de negros nas indicações. E, para a alegria de todos, em 2017 são quatro filmes protagonizados por não brancos, e há negros concorrendo em todas as principais categorias.

As três amigas trabalham na divisão de cálculos, que se localiza em ponto afastado do campus da NASA localizado em Langley. E mesmo quando a primeira delas, Katherine, é convidada a trabalhar no setor dos brancos, se ausenta cerca de 40 minutos por dia para poder usar o banheiro do setor destinado às pessoas de cor.

Dirigido por Theodore Melfi, o filme não tem cenas mirabolantes nem efeitos especiais fantásticos. É simples e se preocupa apenas em contar a história. Principalmente no que se relaciona ao trabalho dessas mulheres que faziam o que muitos homens não foram capazes, mas mesmo assim eram discriminadas, do salário às instalações que usavam, sem possuir cargo maior, ainda que o desempenhassem.

E todas elas se impunham, pois sabiam seu verdadeiro valor. Impressionante como a inteligência faz a diferença. Dorothy viu homens suando para colocarem em funcionamento um  imenso IBM, recém chegado. Então resolve se educar na linguagem Fortran (usada na programação) e prepara sua equipe, pois sente que logo precisarão delas. Já Mary quer cursar a faculdade de Engenharia junto com os homens brancos, para provar seu talento nato.

Katherine era, desde a infância, a menininha que fazia contas “de cabeça” e reconhecia as várias formas geográficas, além de ser ótima em fórmulas matemáticas. É ela quem combina coordenada geográfica com ângulo e velocidade de reentrada na atmosfera, mesmo quando o IBM já funcionava, pois era sim, infalível. E John Glenn confiava em seus cálculos.

Kevin Costner é Al Harrison, o chefe de Katherine e quem primeiro reconhece sua inteligência. É ele quem protagoniza uma cena memorável, quando permite acesso das mulheres negras a qualquer banheiro dentro do campus.

O filme é um bom entretenimento para quem gosta de dramas baseados em fatos reais. Acompanhem seu desempenho no Oscar 2017 nas categorias de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado.

Confirmem a programação AQUI.

Nota: 9.

Beijocas

Vamos torcer para que pelo menos ganhe um Oscar! Você já assistiu?

Graça Siqueira

Olá pessoal, eu sou a Graça. Jornalista, gaúcha de Pelotas (RS), 61 anos, esposa, mãe e avó. Desde pequenininha amo o cinema. Também adoro livros, música e escrever. Sou bastante emotiva. Tenho muitos ídolos em todas as áreas. Sou simples, alegre e otimista.

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