#CabineDeImprensaRJ: #AVigilanteDoAmanhã

por há 2 meses e 85 leituras

Cabine de Imprensa do Rio de Janeiro com cobertura de Anny Lucard.

‘A Vigilante do Amanhã’ (Ghost in the Shell, 2017) é a adaptação em live action do mangá ‘Ghost in the Shell’ escrito por Shirow Masamune, com arte de Shirow Masamune.

Com direção de Rupert Sanders e roteiro escrito por Jamie Moss e William Wheeler, a trama se passa num futuro próximo (mais próximo atualmente – 2017 – que na época da publicação do mangá, que é de 1989) onde uma nova tecnologia, que consegue usar todos os avanços robóticos para aperfeiçoar humanos, chega a uma evolução onde a fusão do cérebro humano e os computadores da rede mundial se torna realidade, assim como as inteligências artificiais e os ciborgues.

Major é uma das ciborgues mais avançadas, a primeira de uma nova geração. Ela se torna membro da Seção 9, um tipo de grupo paramilitar especializado em lidar com crimes de invasões a redes e sistemas por harckers.

A ótima escolha de elenco, que incorporam bem os personagens da trama original, junto a mistura dos gêneros de ficção científica e ação, com uma trilha sonora bem trabalhada, deu a produção um ritmo próprio. Sendo tão boa quanto o mangá de 1989, ou o longo animado baseado no mesmo.

O roteiro do filme também mantém o foco nas implicações do avanço tecnológico em relação a humanidade, abordando questões como o desenvolvimento de inteligências artificiais e do que seria para os seres humanos, ficarem conectados em uma rede de computadores. Lembrando que o mangá de Shirow Masamune é de quase duas décadas atrás e ainda não existia a internet como conhecemos hoje. O que faz a história ser ainda mais intrigante e até um tanto “profética”.

Só que por ser uma ficção científica de quase 20 anos, com uma adaptação animada de mesmo nome (lançada no Japão em 1995), ‘Ghost in the Shell’ é uma obra que precisou de algumas atualizações no roteiro para a adaptação em live action estrelada por Scarlett Johansson. Porém, pela primeira vez uma produção ocidental que adapta uma história oriental, mantém não só a essência da obra original, mas várias características icônicas tanto do mangá como inúmeras referências do longa animado.

Isso provavelmente porque o mangá é uma das principais referências do gênero cyberpunk e também por se tornar ícone de seu gênero, pelas questões filosóficas envolvidas.

O filme é uma obra de arte da ficção científica atual e mesmo que a história funcione muito bem em 2D, a experiência em 3D é ainda maior, por causa do incrível trabalho de fotografia e visual futurista da produção, especialmente em uma sala IMAX.

‘A Vigilante do Amanhã’ chega aos cinemas brasileiros hoje, dia 30 de março, com lançamentos mundial nos Estados Unidos amanhã. Com distribuição da Paramount.

Anny Lucard

Tecnógola em cinema e produtora de rádio. Especializada em edição de som e imagem. Mente por trás da criação do Projeto Literatura Nas Ondas Do Rádio, de incentivo à leitura e de apoio a literatura em língua portuguesa. Escreve sobre cinema e literatura, tanto para a internet como para programas de rádios. Elabora roteiros nas horas vagas, Colunista Convidada desde agosto/ 12. No twitter pessoal @annylucard

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