Samurai X – O Filme

por há 1 ano e 278 leituras

Inspirado no mangá ‘Rurouni Kenshin’ do mangaká* Nobuhiro Watsuki

Filme

‘Samurai X – O Filme’ (Rurouni Kenshin, 2012) é uma produção do Japão em parceria com a Warner Bros japonesa, que foi dirigida por diretor Keishi Ōtomo. O roteiro foi adaptado pelos roteiristas Kiyomi Fujii e Keishi Ōtomo.

O filme, mesmo tendo o mangá publicado no Brasil, não chegou aos cinemas brasileiros, sendo lançado diretamente em Home Video.

Ambientado na Guerra Boshin (1868-1869), no Japão, a qual aconteceu entre o governo da época e os que queriam a volta do Imperador Meiji ao trono, o filme apresenta de forma competente os principais personagens do mangá.

A trama inicia em meio a guerra, onde um nome causa terror a todos, um assassino apelidado de “O Retalhador”.

Após a guerra, o famoso assassino decidiu nunca mais matar e passou a viver como um andarilho, viajando de cidade em cidade, vila em vila, nas quais se apresenta apenas como Kenshin Himura; assim vivendo incógnito por 10 anos.

Ao chegar a cidade de Tokyo, o andarilho conhece Kaoru, a herdeira de um conhecido dojo, deixado por seu pai, que ela tentava manter a todo custo.

Kaoru desconfia da real identidade do andarilho, que carrega uma espada com lâmina inversa. Já que a região anda sendo assolada por estranhas mortes, que imitam o estilo do lendário Retalhador.

Com uma bela fotografia, figurino e direção de arte, o filme já se destaca por se assemelhar em alguns pontos com o estilo de filmagem ocidental, mas sem acabar completamente com a forma japonesa de fazer cinema. Logo não é uma produção focada apenas no público do Japão, para quem curte história de ação e artes marciais, além dos costumes japoneses, é uma ótima pedida. Para quem é fã do mangá, a história ficou bem escrita e desenvolvida.

“Inspirando o interesse pela história e cultura do Japão.”

Samurai-X-O-Filme-cinefilmesonline

Livro/HQs

‘Rurouni Kenshin’ é um mangá criado por Nobuhiro Watsuki, que no Brasil ganhou o nome de ‘Samurai X’ por causa da famosa cicatriz do protagonistas, no qual é narrado a história de Kenshin Himura, durante a Era Meiji japonesa, um talentoso espadachim que não gosta de matar.

Em 28 volumes, o mangá foi publicado no Brasil em partes que renderam 56 revistas em quadrinhos. O mangá mostra mais detalhes da trama apresentada no filme, onde Kaoru Kamiya é mostrada como a professora de uma escola de artes marciais, o Dojo Kamiya, onde ela ensina o estilo Kamiya Kashin.

Já o personagem título, é mostrado vagando pelo país, o qual após 10 anos encontrar no Dojo Kamiya de Kaoru um lugar próximo de lar.

Ele se culpa pelas mortes que causou durante o Bakumatsu, época que foi um hitokiri, quando ganhou o nome de “Hitokiri Battousai” (em português “O Retalhador”).
Por isso, nunca mais matou e para garantir a promessa passou a usar uma espada com lamina invertida, chamada Sakabatō.

O mangá é bem interessante e mostras muitos aspectos da história do Japão, explica como era a época dos famosos Samurais e também ronin (que são um tipo de samurai sem um mestre).

Mesmo em volumes, a história é basicamente dividida em 3 partes distintas, uma com foco em Tokyo, outra em Kyoto e a última em Jinchuu.

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Dica de Livro(s)/HQs, não adaptado(s) para o cinema, que seguem a linha de pensamento da história (nacionais ou estrangeiros publicados no Brasil):

– ‘InuYasha’ (1996) de Rumiko Takahashi

*como um criador, escritor e desenhista, de mangá é chamado.

Anny Lucard

Tecnógola em cinema e produtora de rádio. Especializada em edição de som e imagem. Mente por trás da criação do Projeto Literatura Nas Ondas Do Rádio, de incentivo à leitura e de apoio a literatura em língua portuguesa. Escreve sobre cinema e literatura, tanto para a internet como para programas de rádios. Elabora roteiros nas horas vagas, Colunista Convidada desde agosto/ 12. No twitter pessoal @annylucard

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