Death Note

por há 1 ano e 346 leituras

Inspirado no mangá ‘Death Note’ de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata

Filme

Baseado no mangá de mesmo nome, o filme em live-action de ‘Death Note’ tem foco na primeira parte da trama da história apresentada em quadrinhos. A produção japonesa de 2006, demorou a chegar ao ocidente, apesar do enorme sucesso na época nos cinema orientais e de ser distribuído pela Warner Bros do Japão.

Dirigido por Shusuke Kaneko e produzido pela Nippon Television, o filme ‘Death Note’ não foi exibido nos cinemas brasileiros e também nunca chegou ao Brasil oficialmente, apenas em DVDs em versão norte-americana. Mesmo que sua estreia nos cinemas do Japão tenha sido em primeiro lugar, colocando ninguém menos que ‘O Código Da Vinci’ no segundo lugar das bilheterias japonesas.

O motivo do filme ter sido colocado para escanteio, é que a produção seguia os padrões de qualidade japoneses da época, o que podia funcionar para os orientais, mas não era aceito pelos ocidentais. Tanto que foi o período que outras produções sobrenaturais de sucesso no Japão, ganharam mais “versões hollywoodianas”.

O roteiro desse primeiro filme (foram produzidos mais dois com o mesmo elenco e produção) conta como Light Yagami (Tatsuya Fujiwara) encontra um misterioso caderno, o qual tem na capa escrito apenas “Death Note” e nas primeiras páginas estranhas instruções.

As instruções afirmam que nomes escritos em suas folhas, causaria a morte da pessoa em questão, a qual morreria de um ataque do coração fatal.
De início o jovem acha que era uma brincadeira, mas bastou um teste para confirmar que “Death Note” era um caderno com propriedades sobrenaturais.

Além disso, o dono do caderno, o shinigami* Ryuk (Shidou Nakamura), aparece para Light e a partir daí a vida do rapaz muda. Ele começa a se sentir um deus na Terra, ao fazer o que acha ser justiça. Porém a quantidade de mortes começam a chamar a atenção e logo o vingador ganha um nome, “Kira” (como os japoneses pronuncia a palavra inglesa “killer”, que significa “assassino”).

Assumindo o papel de Kira, Light se sente seguro que ninguém irá descobrir sua real identidade, mas a chegada do misterioso detetive, conhecido apenas por L (Kenichi Matsuyama), acaba com o sossego dele.

Reunindo várias referências dos quadrinhos e também do anime, o filme é um bom exemplo de produção japonesa, mas talvez quem não curte o cinema oriental possa estranhar a forma que foi filmado. Já os fãs ocidentais, assim como orientais, aprovam o filme.

“Nem sempre as boas intenções de um, são boas para todos.”

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Livro/HQs

‘Death Note’, publicação de 2003, é um mangá com história de Tsugumi Ohba e ilustrações de Takeshi Obata e conta a história do estudante Light Yagami, no ensino médio japonês, o qual encontra um misterioso caderno que tem na capa escrito “Death Note” e onde, de acordo com as instruções, quem tiver o nome escrito nele morre.

Os quadrinhos narram a história através dos anos após o estudante ter encontrado o “Death Note”, o qual inicia sua onda de execuções, onde inicialmente elimina criminosos, com a ideia ingenua que poderia tornar o mundo melhor, livre de qualquer mal. Porém a cada morte, algo vai quebrando no rapaz e o poder de decidir quem deve morrer e viver o corrompe.

Mesmo tendo o shinigami Ryuk ao seu lado, as estranhas mortes causadas pelos nomes que Light coloca diariamente no “Death Note” começam a chamar muita atenção, causando opiniões divergentes.

As misteriosas mortes de criminosos levam ao Japão um internacional e renomado detetive, o qual ninguém sabe como é e que usa apenas a letra L como identificação. L está disposto a fazer de tudo para desmascarar o misterioso assassino de criminosos, o qual fica conhecido mundialmente como Kira.

Assim inicia um perigoso jogo de gato e rato, onde ninguém está a salvo e tudo pode acontecer. Um dos melhores mangás sobrenaturais já escritos, além de contar com uma linha de raciocínio lógico, digna de histórias de detetive como as escritas por Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle.

Diferente do filme, o mangá foi publicado na integra, pela Editora JBC, aqui no Brasil, e o anime também foi exibido em canais a cabo brasileiros.

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Dica de Livro(s)/HQs, não adaptado(s) para o cinema, que seguem a linha de pensamento da história (nacionais ou estrangeiros publicados no Brasil):
Igual a ‘Death Note’ eu ainda não encontrei nada igual. (Mangá fantástico!!!!!! #Love)

*uma versão japonesa dos ceifadores ocidentais.

Anny Lucard

Tecnógola em cinema e produtora de rádio. Especializada em edição de som e imagem. Mente por trás da criação do Projeto Literatura Nas Ondas Do Rádio, de incentivo à leitura e de apoio a literatura em língua portuguesa. Escreve sobre cinema e literatura, tanto para a internet como para programas de rádios. Elabora roteiros nas horas vagas, Colunista Convidada desde agosto/ 12. No twitter pessoal @annylucard

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